Marinha Brasileira Dá Grandioso Passo em Programa Nuclear com Submarino de 528 Milhões de Euros
Marinha investe €528 mi em submarino nuclear

Pois é, gente. Aconteceu algo que pode, de verdade, mudar os rumos da defesa nacional. E não é pouco não. A Marinha do Brasil fechou um acordo que beira os impressionantes 528 milhões de euros. A quantia, astronômica para muitos, é para a construção de nada menos que o primeiro submarino nacional com propulsão nuclear.

O parceiro nessa empreitada colossal? O estaleiro francês Naval Group. Eles não são novatos nesse pedaço – longe disso. Já haviam firmado um acordo de transferência de tecnologia lá em 2009, um negócio que já previa a construção de quatro submarinos convencionais Scorpène. Mas esse novo capítulo? É outra liga completamente diferente.

O Coração do Negócio

O que esse montante de 528 milhões de euros compra, exatamente? Bom, a coisa é complexa e vai muito além de apenas comprar um produto pronto. O valor cobre o fornecimento do que os técnicos chamam de «material crítico» – basicamente, o esqueleto, a espinha dorsal do submarino, além dos sistemas de combate de última geração. Mas o cerne da questão, a alma do projeto, é o desenvolvimento e a integração do sistema de propulsão nuclear. É isso que vai diferenciar esse gigante dos mares de qualquer outro já construído por aqui.

E olha, o timing não poderia ser mais simbólico. O anúncio saiu justamente durante a visita de uma comitiva de alto escalão da Marinha à França, liderada pelo próprio comandante da Força, Almirante Marcos Sampaio Olsen. Não foi por acaso. Foi um movimento estratégico, mostrando alinhamento e seriedade.

Um Quebra-Cabeça de Décadas

Para entender a magnitude disso, preciso voltar um pouco no tempo. Esse submarino nuclear, batizado de «Álvaro Alberto», é a peça central de um programa que começou a ser desenhado… pasmem… em 1979. Quase 45 anos se passaram. É um projeto de vida inteira para muita gente talentosa. Ele é a estrela-guia do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que já vinha tocando a construção dos quatro convencionais no estaleiro de Itaguaí, no Rio de Janeiro.

E aí é que está o pulo do gato: a maior parte desse investimento bilionário vai ficar mesmo é no Brasil. Cerca de 80% do valor total do programa, que é uma fortuna de mais de 40 bilhões de reais, está sendo aplicado em solo nacional. Geração de emprego, tecnologia, conhecimento… é disso que se trata.

O acordo recente basicamente dá o pontapé final para a fase industrial do projeto do reactor nuclear. É a parte mais delicada, mais complexa e, claro, mais cara de toda a operação. Sem isso, o submarino é só um casco bonito.

Além da Defesa: Um Legado de Soberania

E por que tanto alvoroço? Um submarino nuclear não é um brinquedo qualquer. Ele confere um poder estratégico imenso. Diferente dos convencionais, que precisam subir à superfície para recarregar baterias, os nucleares podem ficar submersos por meses. Meses! Isso dá uma capacidade de dissuasão, de patrulhamento e de proteção do nosso litoral e das nossas riquezas marítimas (como o pré-sal) que é simplesmente incomparável.

Pensa no que significa para um país como o Brasil, com uma costa gigantesca, dominar essa tecnologia. É um salto quântico em termos de soberania. É dizer ao mundo que levamos nossa defesa a sério e que temos capacidade tecnológica para estar entre os poucos que detêm esse conhecimento.

O negócio com os franceses não é só uma compra. É uma parceria estratégica de longuíssimo prazo. É o Brasil, aos poucos, deixando de ser apenas um comprador e se tornando um desenvolvedor, um produtor de tecnologia de ponta no campo da defesa. E isso, meus amigos, não tem preço.