Bolsonaro Sob Vigília: Família Protesta Contra Ampliação de Monitoramento em Brasília
Bolsonaro: família protesta contra vigilância em casa

Não é todo dia que a segurança de um ex-presidente vira palco de treta política — mas, quando vira, a coisa esquenta rápido. E dessa vez, o epicentro do rebu é Brasília, mais precisamente os arredores da casa de Jair Bolsonaro.

Pois é. A Polícia Legislativa do Senado resolveu dar uma aumentada no esquema de monitoramento na região, instalando mais câmeras e colocando mais agentes de olho no movimento. Na teoria, tudo pelo bem da segurança. Na prática… bem, na prática a família Bolsonaro não comprou a ideia. Nem um pouco.

Os filhos reagem: “Perseguição disfarçada de segurança”

Eduardo Bolsonaro, que é deputado federal, não perdeu tempo. Foi direto às redes sociais — porque hoje em dia é ali que as brigas políticas começam e terminam — e soltou a frase: “Não passa de perseguição política”. Segundo ele, a justificativa de segurança não cola. É exagero, é intimidação, é puro teatro.

Já Flávio Bolsonaro, senador pela República, entrou no mesmo ritmo. Disse que a medida não tem amparo legal e questionou: será mesmo necessário todo esse aparato? Ou será que é apenas um jeito de constranger e vigiar ainda mais a família?

Nada disso, respondeu a Polícia Legislativa. Eles garantem que a ação é rotineira — parte de um protocolo de segurança revisado e aprovado internamente. Mas, claro, quando o assunto é Bolsonaro, até protocolo vira debate acalorado.

O que realmente muda no entorno da casa?

Além de mais câmeras — e não são poucas —, o número de agentes circulando pela área também aumentou. E não é de hoje. Aparentemente, a decisão já vinha sendo planejada, ainda que só agora tenha estourado de vez no noticiário.

Mas e aí? Medida preventiva ou retaliação velada? Depende de quem você pergunta. A oposição diria que é básico, que todo ex-presidente merece proteção. Já os apoiadores do Bolsonaro enxergam narrativa — mais uma.

Uma coisa é certa: o debate sobre até onde vai a segurança e onde começa a invasão de privacidade — ou pior, a perseguição — está longe de terminar. E em tempos de polarização aguda, tudo vira motivo para choque.

Enquanto isso, em Brasília, as câmeras continuam rolando. E o debate também.