Americana é a cidade com a maior proporção de veículos antigos entre as cinco maiores da região de Campinas. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), 40,5% da frota do município é composta por automóveis com mais de 20 anos. Esse índice é significativamente superior ao de Campinas, a metrópole da região, onde a proporção é de 24,9%.
Comparação entre as cidades
Entre as cidades analisadas, Campinas possui a maior frota ativa, com 762.430 veículos, dos quais 190.398 têm mais de duas décadas. Em seguida aparecem Indaiatuba (211.317 veículos no total, 47.036 antigos), Sumaré (172.114 totais, 47.838 antigos), Americana (169.796 totais, 68.771 antigos) e Hortolândia (131.682 totais, 37.543 antigos). No entanto, quando se considera a proporção, Americana lidera com folga: 40,5% da sua frota é antiga, contra 28,5% de Hortolândia, 27,7% de Sumaré, 24,9% de Campinas e 22,2% de Indaiatuba.
Possíveis causas
Para o urbanista João Verde, o alto percentual de veículos com mais de 20 anos em Americana pode estar relacionado a características demográficas e econômicas da cidade. Ele destaca que o município tem uma população proporcionalmente mais idosa e com menor renovação de moradores jovens. “Essa população vive, na maioria, de aposentadoria, e a renda geral da cidade pode ser menor”, afirma. Na avaliação de Verde, o perfil econômico e o dinamismo das cidades costumam se refletir na frota de veículos. “A gente vê como a cidade está em termos de pujança econômica e dinamismo econômico também pelos veículos”, completa.
Fatores adicionais
Além da idade e renda, outros elementos podem influenciar a manutenção de carros mais antigos, como a cultura local de conservação de veículos e a disponibilidade de oficinas especializadas. A pesquisa do Detran-SP não aponta causas definitivas, mas os números indicam uma tendência clara na região.



