SpaceX lança nova versão do megafoguete Starship em voo de teste
SpaceX lança nova versão do megafoguete Starship

A SpaceX lançou com sucesso nesta sexta-feira, 22, a mais recente versão de seu gigantesco foguete Starship, em um voo de teste crucial para a empresa de Elon Musk. O lançamento ocorreu após uma tentativa na véspera ser cancelada por problemas técnicos. O voo durou cerca de 65 minutos e, embora não tenha sido livre de contratempos, os funcionários da SpaceX comemoraram efusivamente quando o foguete amerissou no oceano Índico conforme o previsto.

Detalhes do lançamento

A Starship decolou com sucesso do Texas pouco depois das 17h30 no horário local (19h30 de Brasília). As duas partes do aparelho se separaram corretamente, mas o propulsor não completou a combustão prevista, declarou o porta-voz da empresa, Dan Huot, durante a transmissão ao vivo. O propulsor caiu rápida e descontroladamente nas águas do golfo do México. Embora a companhia não tivesse planos de recuperá-lo intacto — uma manobra espetacular já realizada no passado —, pretendia fazê-lo amerissar em um ponto específico.

Segundo as imagens, a nave não estava exatamente na órbita correta após uma falha em um de seus motores. Para compensar, ela manteve os outros cinco motores restantes funcionando por um pouco mais de tempo. “Eu não chamaria isso de uma inserção orbital nominal”, afirmou Huot, mas destacou que o foguete estava em uma trajetória “dentro das margens”.

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Conquistas e desafios

Os funcionários da SpaceX comemoraram quando a nave começou a liberar um conjunto de satélites de teste, além de dois “satélites Starlink especialmente modificados”, equipados com câmeras para analisar o escudo térmico do artefato. A SpaceX teve de adiar esse voo de teste após falhas na quinta-feira.

Com seus 124 metros de altura, o modelo atual é ligeiramente maior que o anterior. A empresa está empenhada em demonstrar as melhorias introduzidas, após apresentar esta semana a documentação para começar a ser negociada na Bolsa. A oferta pública inicial (IPO) é esperada para junho e deve bater recordes.

Implicações para missões lunares

Há muito em jogo nos avanços da SpaceX: a empresa tem um contrato com a Nasa para produzir uma versão modificada da Starship destinada aos programas lunares. A agência espacial americana prevê enviar astronautas à Lua em 2028 e quer superar a China, potência que também pretende enviar uma missão tripulada ao satélite antes de 2030. Diante dos atrasos acumulados pelo setor privado, o governo de Donald Trump teme cada vez mais que os Estados Unidos fracassem em alcançar esse objetivo primeiro.

O diretor da agência espacial americana, Jared Isaacman, estava presente no local do lançamento. “Estamos ansiosos para ver esse foguete voar porque, com sorte, em algum momento não muito distante nos encontraremos em órbita terrestre”, comentou durante uma coletiva de imprensa organizada pela SpaceX antes da decolagem.

Tanto a SpaceX quanto sua rival Blue Origin, empresa de Jeff Bezos que também compete para desenvolver um módulo de pouso lunar, reajustaram suas estratégias para priorizar projetos relacionados a missões lunares. A Nasa pretende testar em 2027 um encontro em órbita entre sua nave espacial e um ou dois módulos lunares, além de realizar um pouso lunar tripulado antes do fim de 2028. Mas ainda há muito a ser feito antes disso, e especialistas do setor têm manifestado repetidamente ceticismo de que SpaceX e Blue Origin consigam atingir essas metas a tempo.

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