É comum que pais e responsáveis se deparem com uma situação delicada: a criança começa a morder outras na escola ou no parquinho. Esse comportamento, que pode causar preocupação e constrangimento, é mais frequente do que se imagina, especialmente entre os pequenos com até três anos de idade.
Por que as crianças mordem?
A mordida é, na maioria das vezes, uma forma de comunicação. Como os bebês e as crianças muito pequenas ainda não desenvolveram plenamente a fala e a maturidade emocional, elas recorrem a ações físicas para expressar sentimentos como frustração, cansaço, ciúme ou até mesmo curiosidade. Até os 3 anos de idade, essa é uma alternativa comum na tentativa de se expressar.
Outro fator importante é a fase da dentição. O crescimento dos dentes provoca irritação e coceira na gengiva, fazendo com que os pequenos queiram morder tudo – de brinquedos a, infelizmente, os amigos. Enquanto a mordida for direcionada a objetos apropriados, como mordedores, não há maiores problemas. A questão surge quando o alvo se torna outra criança.
Como os pais devem agir para corrigir o comportamento?
A primeira e mais crucial regra é: nunca morda a criança de volta como forma de represália ou para "mostrar como dói". Essa atitude é extremamente contraproducente. A criança pode entender que o ato de morder é algo comum e aceitável, além de ficar assustada com a agressão vinda de um adulto de confiança.
A ação correta deve ser imediata e clara. Devido à pouca capacidade de atenção e memória de curto prazo nessa idade, a conversa precisa acontecer no momento do ocorrido. Adote uma postura calma, mas firme. Ajoelhe-se para ficar no nível dos olhos da criança e explique, com palavras simples, que aquele comportamento não é aceitável.
Evite frases vagas. Seja específico: "Não pode morder o amigo. Isso machuca e deixa ele triste. Só podemos morder comida e o mordedor". Essa abordagem pacificadora, que deixa claro o que é permitido e o que não é, costuma ser mais eficaz do que gritos ou castigos agressivos.
E se o hábito persistir?
Na grande maioria dos casos, com paciência e consistência na abordagem, a fase das mordidas passa. É uma etapa do desenvolvimento. Porém, se o comportamento se tornar frequente e persistir, pode ser um sinal de que a criança está com dificuldades para lidar com emoções fortes ou que algo a está incomodando excessivamente.
Nessas situações, é recomendável buscar a orientação de um profissional, como um pediatra, psicólogo infantil ou pedagogo. Eles podem ajudar a identificar causas mais profundas e orientar a família com estratégias específicas para aquela criança, garantindo um desenvolvimento emocional saudável.
Publicado originalmente em 15 de janeiro de 2026, às 16h57, este conteúdo foi atualizado no mesmo dia e horário. A matéria é um oferecimento de Pampers.