Bolsonaro tem piora da função renal e aumento de inflamação, segundo boletim médico
Bolsonaro tem piora da função renal e aumento de inflamação

Bolsonaro tem piora da função renal e aumento de inflamação, segundo boletim médico

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma piora significativa da função renal e um aumento nos indicadores inflamatórios, conforme informou o Hospital DF Star, localizado em Brasília, neste sábado, dia 14 de março de 2026. O mais recente boletim médico divulgado pela instituição de saúde revela que o paciente continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem uma previsão concreta para sua alta hospitalar.

Condição clínica e tratamento em andamento

Apesar do agravamento observado na função dos rins, o ex-presidente mantém-se clinicamente estável, segundo as informações fornecidas pelos médicos responsáveis. Ele está recebendo tratamento intensivo com antibióticos e hidratação por via endovenosa, além de realizar exercícios regulares de fisioterapia respiratória e motora. Medidas preventivas contra trombose venosa também estão sendo aplicadas como parte do protocolo médico.

Bolsonaro foi admitido na UTI do Hospital DF Star na manhã de sexta-feira, dia 13 de março, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, cuja origem provável é aspirativa. Ele chegou à unidade hospitalar privada com o auxílio de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), apresentando sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios.

Contexto legal e decisões judiciais

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Em uma decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, como acompanhante no hospital.

Além disso, Moraes permitiu que os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e a enteada Letícia realizassem visitas durante o período de internação. O ministro também determinou que a vigilância de Bolsonaro seja realizada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com policiais de prontidão 24 horas por dia, incluindo dois agentes na porta do quarto e equipes posicionadas dentro e fora do hospital.

Como medida de segurança, Moraes proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, exceto equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.

Equipe médica responsável

O boletim médico foi assinado por uma equipe multidisciplinar de especialistas, incluindo o cirurgião-geral Cláudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e o diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges. Esses profissionais estão monitorando de perto a evolução do quadro clínico do ex-presidente, garantindo que todos os protocolos necessários sejam seguidos para sua recuperação.