Uma corretora de imóveis e seu marido foram detidos nesta terça-feira (12) em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, suspeitos de vender canetas emagrecedoras proibidas no Brasil. A operação foi realizada pela Polícia Civil após denúncias recebidas pela Vigilância Sanitária.
Investigação e denúncias
O delegado Felipe Vivas explicou que a investigação começou depois que a Vigilância Sanitária recebeu denúncias pela ouvidoria do município. "A Vigilância Sanitária comunicou a Polícia Civil a respeito de denúncias que eles estavam recebendo via ouvidoria do município, acerca de pessoas que estavam comercializando medicação para emagrecer. Foi instaurado um inquérito e houve representação por busca e apreensão domiciliar", afirmou o delegado.
Origem ilegal dos produtos
Ainda de acordo com o delegado, os medicamentos geralmente entram no país por meio do Paraguai e a importação é considerada ilegal. "Essa medicação vem do Paraguai e essa importação hoje caracteriza crime de contrabando, porque está proibida. Além disso, também pode configurar crime contra a saúde pública", explicou Felipe Vivas.
Operação e apreensões
A operação foi realizada nos bairros onde os suspeitos moram e comercializavam os produtos. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram medicamentos utilizados para emagrecimento que têm comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A polícia informou ainda que esse tipo de medicamento só pode ser vendido em farmácias regulamentadas e com acompanhamento médico.
Desdobramentos
O casal foi levado para a delegacia de Cachoeiro de Itapemirim, onde prestou depoimento. Até a última atualização desta reportagem, a defesa dos suspeitos não havia se manifestado. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar a origem dos produtos e se outras pessoas participavam do esquema de venda ilegal dos medicamentos.



