STJ decide nesta semana sobre processo disciplinar contra ministro acusado de assédio sexual
STJ decide sobre processo contra ministro por assédio sexual

STJ decide nesta semana sobre processo disciplinar contra ministro acusado de assédio sexual

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) realizará nesta terça-feira uma votação crucial para determinar a abertura de um processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, que está sob investigação por graves acusações de assédio sexual. A decisão ocorre após uma sindicância interna do próprio tribunal, que já emitiu uma recomendação formal para que o processo seja iniciado, uma medida que poderá resultar no afastamento definitivo do magistrado de suas funções.

Recomendação da sindicância e expectativa de votação unânime

Fontes próximas ao caso revelam que as denúncias detalhadas, incluindo relatos publicados pelo Radar sobre uma das vítimas, têm pressionado os membros do STJ. Espera-se que a votação seja unânime a favor da abertura do processo, refletindo a seriedade das acusações. Na semana passada, Buzzi compareceu perante a comissão do tribunal para se defender, mas optou por não atacar diretamente as mulheres que o denunciaram, mantendo um tom mais contido durante sua audiência.

Detalhes das denúncias e afastamento temporário

As acusações contra o ministro envolvem duas vítimas distintas:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • Uma ex-funcionária de seu gabinete, que relatou incidentes de assédio durante seu período de trabalho.
  • A filha de um casal de amigos de Buzzi, com apenas 18 anos, que também apresentou uma denúncia formal.

Em resposta às investigações, Buzzi foi afastado das atividades no dia 10 de fevereiro, após uma reunião reservada entre os integrantes da Corte. Paralelamente, ele solicitou um afastamento voluntário por 90 dias, demonstrando uma tentativa de gerenciar a crise institucional.

Posicionamento do ministro e impacto no tribunal

Em uma carta enviada aos colegas da Corte, Buzzi expressou sua confiança na inocência e pediu desculpas pelo desgaste causado à instituição. Ele escreveu: "De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos". Além disso, lamentou o sofrimento e a exposição pública, afirmando: "Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar".

Este caso tem gerado ampla discussão sobre ética judicial e a responsabilidade de autoridades públicas, com o STJ enfrentando um momento decisivo para sua credibilidade. A decisão desta terça-feira não apenas definirá o futuro de Marco Buzzi, mas também poderá estabelecer um precedente importante para o tratamento de denúncias similares no poder judiciário brasileiro.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar