Luiz Lima critica PP por votar com esquerda e chama sigla de 'Partido Profissional'
Deputado do Novo critica PP e chama sigla de 'Partido Profissional'

A sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, realizada na última terça-feira, 5, aprovou a suspensão de dois parlamentares do PL e um do Novo, gerando forte reação de integrantes da direita. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) direcionou críticas contundentes ao Partido Progressistas (PP), acusando a legenda de atuar como 'Partido Profissional' e de votar alinhado à esquerda.

Suspensão aprovada por votos da direita

Os deputados Marcel van Hattem (Novo), Marcos Pollon (PL) e Zé Trovão (PL) foram punidos por envolvimento no motim que paralisou a Câmara por 30 horas em agosto de 2025, após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A votação, que durou mais de nove horas, resultou em quatro votos contrários à suspensão, todos de parlamentares do PL: Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Rodrigo da Zaeli (PL-MT) e Sargento Gonçalves (PL-RN).

Críticas de Luiz Lima ao PP

Ao final da sessão, Luiz Lima disparou contra os deputados do PP, que, segundo ele, votaram pela suspensão dos colegas de direita. 'Só foram quatro votos favoráveis a Pollon, Trovão e Marcel. E os deputados do PP, que pleiteia ser vice-candidato de Flávio Bolsonaro, votaram pela suspensão deles três. Esses candidatos, se forem eleitos, jamais vão pedir impeachment de ministro. A grande base que condenou Pollon, Trovão e Marcel não veio da esquerda, não. Veio dos partidos que se dizem estarem conosco. Então, abram o olho. O PP é o Partido Profissional', afirmou o parlamentar fluminense.

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Reações e próximos passos

Após a aprovação da suspensão, os três deputados penalizados podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que deve rejeitar os recursos. Em seguida, o processo será votado no Plenário. A declaração de Luiz Lima reflete a insatisfação de parte da direita com o posicionamento do PP, que busca indicar o vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o governo do Rio de Janeiro.

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