Plano de segurança de Lula foca em asfixia financeira de facções e presídios
Plano de segurança de Lula: asfixia financeira e presídios

Governo Lula lança pacote de R$ 11 bilhões contra o crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira, 12 de maio, o programa Brasil Contra o Crime Organizado, um conjunto de medidas voltado ao combate de facções criminosas, com investimentos de aproximadamente R$ 11 bilhões. Segundo o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, trata-se do maior aporte já destinado à pasta. O anúncio ocorre a menos de cinco meses da eleição presidencial, na qual Lula buscará o quarto mandato.

Pesquisas recentes indicam que a segurança pública é uma das principais preocupações dos brasileiros. Levantamento Genial/Quaest de abril aponta que 27% da população considera a violência o maior problema do país, superando corrupção, economia e questões sociais. O tema deve ser central na disputa eleitoral.

Durante a cerimônia, Lula destacou a importância da cooperação entre os sistemas federal e estaduais. “Se não trabalharmos juntos, não conseguiremos vencer. Hoje, o crime organizado se aproveita da nossa divisão”, afirmou. Do total de recursos, R$ 1 bilhão será de uso direto do governo federal, enquanto o restante será disponibilizado como linha de crédito para estados, municípios e Distrito Federal, que poderão investir em equipamentos como viaturas, câmeras corporais, drones e outras tecnologias.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Quatro eixos do programa

As ações estão divididas em quatro áreas principais, conforme detalhado pelo Ministério da Justiça.

Asfixia financeira do crime organizado

O plano prevê a criação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em âmbito nacional, para operações interestaduais. Também será expandido o Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras), com uso de novas ferramentas para extração de dados de celulares e alienação antecipada de bens confiscados de criminosos.

Ampliação da segurança no sistema prisional

Será implantado o padrão de segurança máxima usado em presídios federais em 138 unidades estaduais, abrangendo todas as 27 unidades da federação. Estão previstas a aquisição de drones, raios-X, detectores de metais, bloqueadores de celular e outros equipamentos. Além disso, será criado o Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP) para integrar informações sobre o sistema penitenciário.

Aumento da taxa de esclarecimento de homicídios

O programa prevê qualificação e investimentos nos Institutos Médico-Legais (IMLs) e nas polícias técnicas e científicas. Serão adquiridos equipamentos como freezers científicos, viaturas refrigeradas para transporte de corpos e kits de comparação balística. Também haverá fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos e articulação do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab).

Enfrentamento ao tráfico de armas

Será criada a Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme), com mobilizações nacionais. O plano inclui compra de viaturas blindadas, embarcações, aeronaves e equipamentos especializados, como câmeras, softwares e drones.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar