Datafolha testa Lula e Flávio após áudio polêmico em nova pesquisa presidencial
Datafolha testa Lula e Flávio após áudio polêmico

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha está em campo desde terça-feira, 12, até esta quinta, 14, para medir a temperatura da disputa eleitoral entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-SP). O levantamento será divulgado a partir desta sexta-feira, 15, em meio ao furacão da divulgação de um áudio em que Flávio pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Metodologia e abrangência

A pesquisa é realizada com 2.004 entrevistados em todo o país e tem margem de erro máxima de dois pontos percentuais. Encomendada pela Folha da Manhã, ela vai medir não apenas os cenários da corrida presidencial de 2026, mas também a avaliação do governo Lula, a percepção sobre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, a imagem dos possíveis candidatos e temas econômicos ligados ao endividamento das famílias.

Esta é a terceira pesquisa nacional do Datafolha em 2026. Na última, divulgada em 11 de abril, o presidente Lula aparecia empatado com o senador no segundo turno: Lula tinha 45% das intenções de voto, contra 46% de Flávio.

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Perguntas sobre a corrida presidencial

A pesquisa concentra em um mesmo bloco as perguntas diretamente ligadas à disputa pelo Palácio do Planalto. São testados cenários estimulados de primeiro turno com nomes como Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Ciro Gomes.

Dentro desse eixo eleitoral, o Datafolha pergunta em quais possíveis candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno. A lista de rejeição inclui os mesmos nomes testados, além de opções como votaria em qualquer um, não rejeita nenhum, rejeita todos ou não sabe responder.

O levantamento também simula confrontos de segundo turno: Lula contra Flávio Bolsonaro, Lula contra Ronaldo Caiado e Lula contra Romeu Zema. Outro ponto é a imagem dos candidatos: os entrevistados devem apontar qual presidenciável consideram mais democrático, mais experiente, mais preparado, mais corrupto, mais radical, mais autoritário, mais inteligente, mais moderno, mais próximo do povo, mais defensor dos direitos das mulheres, mais preparado para combater a violência, mais capaz de falar a língua dos jovens e o que mais demonstra ter “Deus no coração”.

Por fim, a pesquisa pergunta sobre o comportamento eleitoral em 2022 e inclui escalas de identificação política, de bolsonarista a petista e de esquerda a direita.

Avaliação do governo Lula

O Datafolha pergunta como os entrevistados avaliam o governo Lula após três anos e quatro meses de mandato, em escala de ótimo a péssimo. Também questiona em qual área o governo se saiu melhor e pior, e qual deveria ser a prioridade do presidente eleito em outubro. Os temas incluem saúde, educação, economia, habitação, combate à fome, desemprego, corrupção, ciência e tecnologia, direitos humanos, relações exteriores, cultura, meio ambiente, segurança pública, igualdade racial e povos indígenas.

Congresso, STF e relação institucional

O levantamento mede a avaliação dos entrevistados sobre o desempenho dos senadores e deputados federais e sobre o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal, em escala de ótimo a péssimo.

Há um bloco específico sobre a rejeição, pelo Senado, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF. Os entrevistados são questionados se tomaram conhecimento do episódio, o quanto estão informados e se a derrota deixou o governo Lula mais forte, mais fraco ou não interferiu.

Outro bloco mede quais características os eleitores consideram importantes na escolha de um ministro do STF, como ser mulher, ser negro, ser religioso, ter independência, ótimo conhecimento jurídico, apoio dos atuais ministros, afinidade política com deputados e senadores, e lealdade ao presidente.

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Desenrola 2 e endividamento

Na área econômica, a pesquisa pergunta se os entrevistados tomaram conhecimento do Desenrola 2, programa de renegociação de dívidas. Quem soube deve indicar o nível de informação. O Datafolha também pergunta se o entrevistado tem dívidas atualmente (empréstimos, cartão de crédito, cheque especial, financiamentos) e se alguma está em atraso. Por fim, mede se o programa deve beneficiar muito, pouco ou nada o próprio entrevistado, familiares e a economia brasileira.