Trump impõe prazo decisivo de 10 dias para negociações com o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (19) que o Irã deve alcançar um "acordo significativo" nas negociações com os EUA dentro dos próximos dez dias. Caso contrário, "coisas ruins acontecerão", afirmou durante a reunião inaugural do "Conselho da Paz". Trump destacou que Washington "terá que dar um passo além" se não houver progresso, e que o desfecho será conhecido em breve.
Preparações militares e ameaças de ataque
Fontes da imprensa americana, incluindo CNN, CBS e The New York Times, revelaram que os Estados Unidos estão preparados para atacar o Irã já neste fim de semana, embora Trump ainda não tenha autorizado a ação. O Wall Street Journal informou que o presidente foi apresentado a opções militares "projetadas para maximizar os danos", com a possibilidade de uma campanha para eliminar dezenas de líderes políticos e militares iranianos, visando derrubar o governo.
A presença militar americana no Oriente Médio aumentou significativamente, com 13 navios de guerra na região, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está a cerca de 700 quilômetros da costa iraniana. O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, está a caminho para se unir à frota, em uma rara movimentação de duas embarcações desse tipo na área.
Negociações nucleares e tensões diplomáticas
Estados Unidos e Irã retomaram recentemente as negociações sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã, com uma segunda rodada ocorrendo em Genebra na terça-feira (17). A Casa Branca relatou "pequenos avanços" diplomáticos, mas a porta-voz Karoline Leavitt enfatizou que "seria muito sensato da parte do Irã fechar um acordo".
Em publicação na rede Truth Social, Trump voltou a sugerir um possível ataque ao Irã, alertando o Reino Unido sobre a soberania das Ilhas Chagos e mencionando o uso da base aérea em Diego Garcia para erradicar ameaças de um regime instável.
Retirada de pessoal e alertas internacionais
O Pentágono iniciou a retirada preventiva de parte do pessoal do Oriente Médio, enviando militares para a Europa e os Estados Unidos diante de possíveis contra-ataques iranianos. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu que cidadãos poloneses deixem o Irã imediatamente, alertando que a possibilidade de conflito armado é "muito real" e que as opções de retirada podem se esgotar em horas.
Resposta iraniana e exercícios militares
O Irã tem buscado demonstrar seu poderio militar, realizando exercícios com a Rússia no Golfo de Omã e no Oceano Índico para aprimorar a coordenação operacional. A Guarda Revolucionária iniciou manobras com munição real no Estreito de Ormuz, uma hidrovia crucial para o comércio global de petróleo, com políticos iranianos frequentemente ameaçando bloqueá-la.
A teocracia iraniana enfrenta pressão após ataques israelenses e americanos em 2025 e a repressão violenta a protestos em massa em janeiro, mas mantém capacidade de atacar Israel e bases americanas na região, alertando que qualquer ação pode desencadear uma guerra regional.