
Imagine uma criança se engasgando durante o lanche ou sofrendo uma queda brusca no pátio da escola. E agora? Pois é, foi pensando nessas situações de aperto que o Hospital Regional de Oriximiná decidiu botar a mão na massa.
Na última terça-feira, 26 de agosto, a unidade de saúde realizou uma capacitação daquelas que fazem a diferença — e não é exagero dizer que pode salvar vidas. O alvo? Professores da rede municipal.
Não é brincadeira: a lei que veio pra ficar
A tal da Lei Lucas, sancionada em 2018, não é apenas mais uma norma no papel. Ela exige que escolas, públicas e privadas, preparem seus funcionários para prestar os primeiros socorros em casos de emergência. Lucas, o menino que dá nome à lei, morreu asfixiado durante um passeio escolar em 2017. Uma tragédia que, talvez, pudesse ter sido evitada.
O hospital, que é referência na região do Baixo Amazonas, abraçou a causa com uma seriedade impressionante. A capacitação não foi daquelas rápidas, de cumprir tabela. Os participantes saíram de lá com know-how real.
Na prática: o que rolou no treinamento?
- Manobras de desengasgo: aquele sufoco que pode acontecer com qualquer um, principalmente com os pequenos
- Imobilização de fraturas: porque criança corre, pula, cai — e às vezes o estrago é maior do que parece
- Reconhecimento de sinais vitais: saber quando a coisa é séria e exige ação imediata
- Protocolos de emergência: o que fazer — e o que não fazer — enquanto o socorro profissional não chega
Os profissionais de saúde do hospital foram categóricos: em situações de emergência, cada segundo conta. E quem está ali, no dia a dia com as crianças, precisa estar preparado para ser o primeiro elo da corrente de sobrevivência.
Um projeto que veio pra ficar
O mais legal? Isso não foi um evento isolado. A capacitação faz parte do projeto "Hospital Regional na Comunidade", que pretende — pasmem — levar conhecimento pra além dos muros da unidade de saúde. É a saúde pública funcionando na prática, gente.
Os professores que participaram saíram transformados. Não é que eles viraram médicos de repente, mas ganharam uma segurança danada para agir quando mais importa. E olha, na hora do desespero, saber o que fazer faz toda a diferença entre o pânico e a ação eficaz.
O Hospital Regional de Oriximiná mostrou, mais uma vez, que ser referência vai muito além de tratar doença. É prevenir, é educar, é capacitar. E no fim das contas, é sobre proteger nossas crianças — que, convenhamos, é o que realmente importa.