Estratégia da CCJ para a PEC do fim da escala 6×1 toma forma sob nova liderança
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Leur Lomanto Júnior, assumiu o comando do colegiado nesta terça-feira e já traça os primeiros passos para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1. Embora evite cravar um cronograma específico, Lomanto Júnior deixa claro que a proposição será uma das prioridades na principal comissão da Casa, sinalizando um avanço significativo para o debate legislativo.
Perfil do relator é definido com foco em centro político
Enquanto o nome do relator ainda não foi oficialmente anunciado, o presidente da CCJ já estabeleceu critérios importantes para a designação. Lomanto Júnior defende que a relatoria fique nas mãos de um parlamentar de partidos de centro, evitando que a função seja ocupada por representantes do PT ou do PL. Essa escolha estratégica busca equilibrar os interesses políticos e facilitar a aprovação da matéria, que é considerada sensível e de amplo impacto social.
O cronograma detalhado para a tramitação do projeto será definido em conjunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta, em uma reunião agendada para após o período do carnaval. Essa coordenação entre as lideranças da Casa reforça a importância atribuída à PEC, que tem sido uma das prioridades do governo Lula, mas enfrenta um cenário político complexo.
Consenso político e ano eleitoral influenciam tramitação
Apesar de ser uma medida prioritária para o governo federal, Lomanto Júnior compartilhou com aliados a avaliação de que nem mesmo a oposição terá coragem de votar contra a PEC, especialmente em um ano eleitoral. Esse contexto pode acelerar os trâmites, uma vez que deputados de diversos espectros políticos tendem a buscar consensos que agradem ao eleitorado, evitando posições impopulares.
A expectativa é que, com a definição do relator e do cronograma pós-carnaval, a CCJ possa iniciar os debates e votações de forma ágil, contribuindo para uma possível alteração na legislação trabalhista. A escala 6×1, que tem sido alvo de críticas por parte de sindicatos e trabalhadores, pode ver seu fim discutido em profundidade nos próximos meses, marcando um capítulo importante na política brasileira.



