Mulheres de Santarém produzem aromatizadores naturais com patchuli e priprioca em projeto de bioeconomia
Mulheres de Santarém produzem aromatizadores com plantas da Amazônia

Projeto 'Aromas da Amazônia' transforma recursos da floresta em oportunidade de renda para mulheres em Santarém

A região oeste do Pará é reconhecida não apenas por sua rica cultura e belezas naturais impressionantes, mas também pelos aromas e cores que despertam uma verdadeira explosão de sensações. Aproveitando esses recursos locais, mulheres do Residencial Salvação, em Santarém, estão participando de uma capacitação especializada para produzir aromatizadores naturais à base de patchuli e priprioca, plantas tradicionais da Amazônia.

Capacitação prática com foco na sustentabilidade e autonomia financeira

A iniciativa, batizada de "Aromas da Amazônia", teve início na sexta-feira (27) e continuou durante o sábado (28), com atividades realizadas no Espaço da SEMDEC. A primeira turma, ocorrida das 8h às 18h, concentrou-se na produção de aromatizadores utilizando o patchuli, enquanto a segunda turma, no sábado, dedicou-se à priprioca, ampliando assim o conhecimento técnico das participantes.

No total, 22 mulheres serão beneficiadas nas duas turmas, divididas em grupos de 11 por dia. Durante a formação, estima-se que sejam produzidos aproximadamente 160 aromatizadores naturais, reforçando o potencial da bioeconomia como uma alternativa viável e concreta para a geração de renda sustentável na região.

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Estrutura de apoio completa garante inclusão e permanência das participantes

Para assegurar o sucesso da proposta, todas as participantes recebem gratuitamente os insumos e ferramentas necessários para a produção, além de transporte, lanche e almoço. Essa estrutura de apoio foi cuidadosamente planejada para garantir a inclusão e a permanência ao longo de todas as atividades, eliminando barreiras que poderiam impedir a participação.

Durante as oficinas, as mulheres também recebem orientações valiosas sobre a apresentação dos produtos e estratégias de comercialização, ampliando significativamente suas possibilidades de inserção na economia criativa local. "Eu nunca tinha produzido um aromatizador natural. Aprender todo o processo e entender que posso vender isso me deu mais confiança. É uma oportunidade de renda e de acreditar no meu potencial", afirmou Edilene Xavier, autônoma e aluna da primeira turma.

Idealizadora destaca valorização da identidade amazônica e uso sustentável

O projeto foi idealizado e é conduzido por Lígia Santana, artesã, oficineira e CEO do Harmoniza Corpo e Alma. A iniciativa nasce da sua experiência com terapias naturais e da produção artesanal de cosméticos, aliada à necessidade urgente de ampliar oportunidades de capacitação e autonomia financeira para mulheres em situação de vulnerabilidade.

"Trabalhar com patchuli e priprioca é valorizar nossa floresta e mostrar que é possível empreender com identidade amazônica. O projeto fortalece a autonomia dessas mulheres e incentiva o uso sustentável dos recursos naturais", destacou a idealizadora, enfatizando o caráter transformador da iniciativa.

Culminação com exposição pública e fortalecimento da produção local

A culminância do "Aromas da Amazônia" será uma exposição pública dos produtos produzidos, marcada para os dias 2, 3 e 4 de março, no Centro de Artesanato Cristo Rei. O evento tem como objetivo ampliar a visibilidade das participantes e incentivar o consumo consciente, além de fortalecer a produção local e os laços com a comunidade.

As oficinas do projeto capacitam as participantes na produção de aromatizador natural a partir de insumos diretamente extraídos da floresta. A iniciativa é contemplada pelo Edital de Chamamento Público nº 001/2025 – PNAB, do Município de Santarém, fortalecendo ações que integram cultura, bioeconomia e economia criativa no território.

Mais do que uma simples capacitação técnica, o "Aromas da Amazônia" consolida-se como uma ação de inclusão produtiva que integra cultura, sustentabilidade e bioeconomia de forma harmoniosa, reafirmando o protagonismo feminino no desenvolvimento econômico e social da região oeste do Pará.

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