Servidores estaduais protestam no Rio por recomposição salarial atrasada
Protesto no Palácio Guanabara por salários atrasados

Manifestação reúne mil pessoas em frente ao Palácio Guanabara

Um protesto organizado por professores e outros servidores da rede estadual do Rio de Janeiro mobilizou aproximadamente mil pessoas na manhã desta quarta-feira (18). A concentração ocorreu em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual localizada no bairro de Laranjeiras, na Zona Sul da capital fluminense.

Reivindicações por salários e condições dignas

Os manifestantes cobram com urgência a recomposição salarial da categoria, que estava prevista em acordo com o Estado para ser quitada em três parcelas. Conforme relatos dos servidores, a primeira parcela foi efetivamente paga em 2022, porém as duas restantes, agendadas para 2024, permanecem em atraso, gerando insatisfação generalizada.

Além da questão financeira, os trabalhadores públicos também exigem melhorias estruturais significativas e uma valorização mais ampla do funcionalismo público. O ato não se limitou aos docentes, congregando profissionais de diversas áreas do serviço público estadual, demonstrando a união das categorias em torno das mesmas demandas.

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Trajeto do protesto e impactos na mobilidade urbana

De acordo com informações da Polícia Militar, a manifestação teve início no Largo do Machado no começo da manhã, seguindo em caminhada até a sede do governo. O protesto causou transtornos no trânsito da região, conforme alertou o Centro de Operações Rio.

Por volta das 13 horas, a Rua Pinheiro Machado foi interditada nos dois sentidos, na altura da Rua Paissandu, devido à concentração de manifestantes. Como alternativas viáveis, os motoristas foram orientados a utilizar o Aterro do Flamengo e o Túnel Santa Bárbara para contornar a área afetada.

Agentes da CET-Rio, da Guarda Municipal e da Polícia Militar atuaram no local para garantir a segurança e organizar o fluxo de veículos e pedestres, minimizando os impactos da paralisação nas vias públicas.

Posicionamento das instituições envolvidas

Em nota oficial, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) esclareceu que a mobilização faz parte de uma paralisação geral dos servidores estaduais e não é exclusiva dos docentes da instituição. A universidade reconheceu publicamente a necessidade de recomposição salarial da categoria, que está prevista em lei, reforçando a legitimidade das reivindicações.

Já o Governo do Estado do Rio de Janeiro emitiu comunicado afirmando que trabalha para manter a saúde financeira do estado e implementar a valorização do funcionalismo. A gestão estadual ressaltou que segue rigorosamente as regras do Regime de Recuperação Fiscal e aguarda avanços relacionados ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que podem influenciar na capacidade de honrar os compromissos salariais.

O protesto evidenciou a tensão permanente entre as demandas dos servidores por direitos trabalhistas e as restrições orçamentárias enfrentadas pelo governo, um cenário que promete gerar novos capítulos nesta disputa por melhores condições de trabalho e remuneração justa no serviço público fluminense.

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