Servidores da educação municipal entram em greve geral em Ananindeua
Os servidores da rede municipal de educação de Ananindeua, no Pará, iniciaram uma greve geral nesta quarta-feira, 4 de setembro. A paralisação abrange diversas categorias, incluindo professores e outros profissionais concursados da área, e já está impactando diretamente o funcionamento das escolas.
Reivindicações principais e impacto nas aulas
Entre as principais demandas dos grevistas estão um reajuste salarial significativo, a realização de reformas estruturais nas unidades escolares e a convocação de um novo concurso público. Devido à paralisação, estudantes estão sendo liberados mais cedo em várias escolas da rede municipal, interrompendo o calendário letivo normal.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), o município de Ananindeua possui aproximadamente 22 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino. O sindicato alerta que, desde 2019, o percentual pago aos professores em relação ao piso nacional caiu drasticamente, de 30% para apenas 3%.
Fala do coordenador do sindicato
Antônio Braga, coordenador geral do Sintepp em Ananindeua, explicou detalhadamente as reivindicações: "Estamos cobrando do prefeito um aumento de 40% sobre o piso nacional para os funcionários de escola. Também lutamos pelo fim do assédio moral, pelas perseguições que ocorrem nas escolas, pelas reformas necessárias e por um concurso público que a prefeitura não realiza há muito tempo".
Reunião com o prefeito e insatisfação
Uma reunião entre os servidores e o prefeito Daniel Santos, do PSB, foi realizada ainda na quarta-feira. No entanto, segundo os representantes dos trabalhadores, as pautas apresentadas não foram atendidas. Antônio Braga destacou: "Não houve nenhuma proposta nova. O que ele apresentou não contempla nossas demandas. Inclusive, não apresentou nenhum reajuste para os funcionários de escola. Saímos de lá insatisfeitos e esperamos que o prefeito apresente uma nova proposta que inclua não apenas professores e pedagogos, mas também vigias, porteiros, merendeiros e secretários escolares".
A reportagem entrou em contato com a prefeitura de Ananindeua para obter um posicionamento oficial sobre o caso, mas até o momento da última atualização não havia recebido nenhuma resposta.



