Greve de servidores municipais de Araras (SP) chega ao fim após acordo salarial
Greve em Araras termina após acordo de aumento salarial

Greve de servidores municipais de Araras (SP) chega ao fim após proposta de aumento salarial

Os servidores municipais de Araras, no interior de São Paulo, aceitaram a proposta apresentada pela prefeitura na manhã desta quinta-feira (19) e encerraram a greve após 10 dias de paralisação. A categoria, que reivindicava 40 itens, focou principalmente em reajuste salarial com ganho real, aumento do vale-alimentação e melhorias no plano de saúde.

Impacto nos serviços municipais e normalização

Iniciada em 9 de março, a greve afetou significativamente a prestação de serviços essenciais no município, incluindo saúde, educação, transporte público e coleta de lixo. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araras (Sindsepa) informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que as atividades serão normalizadas a partir de sexta-feira (20), trazendo alívio à população local.

Detalhes da proposta aprovada

A prefeitura de Araras confirmou o término da greve e detalhou a nova proposta, que foi aprovada pela categoria. O acordo inclui um reajuste salarial escalonado: 5% em março, 1,25% em junho e 1,25% em outubro, totalizando 7,5% de aumento para o ano de 2024. Além disso, o vale-alimentação receberá um reajuste imediato de 42%, elevando o valor para R$ 500, com acréscimos futuros de 1,25% em 2027 e 2028, além da correção pela inflação anual.

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Resolução do plano de saúde e contexto da greve

Em relação ao plano de saúde, a prefeitura afirmou que uma nova empresa assumiu o atendimento aos servidores desde a última segunda-feira (16), garantindo cobertura plena. A greve foi motivada por insatisfações com mudanças no convênio médico, a falta de aumento real nos salários nos últimos anos e o vale-alimentação considerado o mais baixo da região. Inicialmente, a prefeitura havia oferecido um reajuste de 4,41% e o aumento no vale-alimentação, mas a categoria rejeitou a proposta em 11 de março, mantendo a paralisação.

Decisão judicial e adesão à greve

Com base em uma decisão judicial, a administração municipal notificou os servidores para manter pelo menos 70% do quadro de profissionais durante a greve, assegurando 100% das atividades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Guarda Civil Municipal (GCM). Estima-se que cerca de 1,4 mil trabalhadores aderiram à paralisação, impactando diversos setores públicos. A presidente do Sindsepa, Eliana Ferreira Lopes, destacou que os três pontos principais das reivindicações foram abordados no acordo final.

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