Servidores municipais de Araras entram em greve e afetam serviços essenciais
Greve de servidores municipais paralisa serviços em Araras

Servidores municipais de Araras iniciam greve e afetam serviços essenciais

Nesta segunda-feira (9), servidores públicos municipais de Araras, no interior de São Paulo, entraram em greve, causando impactos significativos em serviços essenciais como saúde, educação, transporte público e coleta de lixo. A paralisação, que mobiliza a categoria em busca de melhorias, reivindica um total de 40 itens, com foco principal em questões salariais e benefícios.

Principais reivindicações dos servidores

De acordo com Eliana Ferreira Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araras (Sindsepa), os três pontos centrais da greve são: a mudança drástica no convênio médico, que tem causado descontentamento entre os funcionários; o aumento salarial oferecido, que apenas acompanha a inflação, deixando a categoria sem aumento real há quase três anos; e o vale-alimentação, considerado o mais baixo da região. A greve ocorre em um contexto de crise financeira declarada pela prefeitura, que apresentou uma proposta de reajuste de 4,41% nos salários e acréscimo de 42% no vale-alimentação, além de comprometer-se a finalizar o plano de carreira, aguardado há mais de 25 anos, ainda este ano.

Impactos diretos nos serviços públicos

A paralisação já resultou em efeitos concretos na prestação de serviços em Araras. Na área da saúde, a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Aeroporto está limitando atendimentos a urgências e consultas previamente agendadas. Na educação, a Escola Municipal de Ensino Infantil (IMEI) Nona Catharina registrou apenas 63 alunos presentes de um total de quase 200, com cinco dos 64 funcionários aderindo à greve. No setor de coleta de lixo, quatro dos sete caminhões disponíveis na cidade estão parados, com todos os 29 coletores participando da paralisação. Além disso, fiscais do Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Município de Araras (Saema) também aderiram ao movimento, ampliando os transtornos.

Falta de diálogo e perspectivas futuras

Apesar da greve e das reivindicações apresentadas, a prefeitura de Araras não agendou uma reunião com o sindicato para discutir as propostas, mesmo com parte dos servidores parados. Os manifestantes realizaram um protesto no Terminal Urbano, com cartazes e gritos de ordem, destacando a insatisfação com as condições de trabalho. A categoria aguarda respostas concretas, enquanto a administração municipal enfrenta desafios financeiros que complicam as negociações. O sindicato ainda não divulgou um balanço oficial sobre o número total de profissionais envolvidos na greve, mas a adesão tem sido significativa, refletindo a urgência das demandas por melhorias salariais e benefícios.