Greve de rodoviários atinge quinto dia e paralisa transporte na Grande Ilha
Greve de rodoviários paralisa transporte na Grande Ilha

Greve de rodoviários atinge quinto dia e paralisa transporte na Grande Ilha

A greve dos rodoviários da Grande São Luís completou cinco dias nesta quarta-feira, mantendo o transporte público paralisado em diversas linhas da região. A mobilização, iniciada na sexta-feira passada, tem causado transtornos significativos à população que depende do serviço para se deslocar.

Acordo define retomada parcial do transporte semiurbano

Em nova audiência realizada na tarde desta terça-feira, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16), foi estabelecida a retomada da circulação dos ônibus do transporte semiurbano a partir da 0h desta quarta-feira. A decisão representa um avanço nas negociações, mas não resolve completamente a paralisação.

Rodoviários, empresários do transporte público e a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), responsável pela regulação do transporte semiurbano, chegaram a um acordo que prevê reajuste salarial de 5,5% para a categoria e a concessão de plano de saúde odontológico. Durante as tratativas, os rodoviários reivindicavam aumento de 10%, enquanto o Ministério Público do Maranhão apresentou proposta de 6% e o Sindicato das Empresas de Transporte ofereceu 4%.

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Negociações para transporte urbano de São Luís não avançam

Segundo o desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, as negociações para encerrar a greve do transporte urbano de São Luís não progrediram devido à ausência de proposta apresentada pela Prefeitura de São Luís. O magistrado informou que uma nova audiência será realizada na quinta-feira, quando deverá ser discutida a questão do subsídio pago pela Prefeitura ao Sindicato das Empresas de Transporte.

Na mesma data, também será debatido, junto à MOB, o reajuste do subsídio destinado ao setor. A expectativa é que esses diálogos possam levar a uma solução definitiva para o conflito que afeta milhares de usuários.

Greve persiste apesar de determinação judicial

A greve dos rodoviários foi deflagrada na sexta-feira e, mesmo após decisão do TRT que determinava a operação de 80% da frota, 100% dos ônibus permaneceram sem circular nesta terça-feira. Com o descumprimento da liminar, o tribunal fixou multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários.

A decisão também estabelece que, a cada 48 horas de descumprimento, haverá bloqueio de recursos da entidade por meio do sistema BacenJud. Essa medida judicial busca pressionar pela normalização do serviço o mais rápido possível.

Principais reivindicações da categoria

Os rodoviários apresentam uma série de demandas que incluem:

  • Reajuste salarial de 12% (contraproposta apresentada na última rodada de negociação)
  • Tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500
  • Inclusão de mais um dependente no plano de saúde

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a primeira audiência foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%, e os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido. A greve afetou tanto linhas urbanas quanto semiurbanas e deve continuar até que uma nova proposta satisfatória seja apresentada, sem previsão concreta de retorno do serviço.

Posicionamento das autoridades municipais e estaduais

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) emitiu nota informando que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público encontra-se em dia e que foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários do transporte público enquanto perdurar a greve. A secretaria espera que empresários e rodoviários cheguem a um entendimento breve para restabelecer a regularidade do serviço.

Já a MOB esclareceu que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos, e que as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme previsto nos contratos de concessão. A agência mantém diálogo com os sindicatos e adota medidas cabíveis para contribuir com a retomada do serviço.

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O impasse continua afetando diretamente a mobilidade urbana na Grande Ilha, com a população aguardando uma solução que atenda tanto às demandas dos trabalhadores quanto à necessidade de transporte público eficiente.