70% dos trabalhadores da limpeza urbana retomam atividades após greve de 24h na Baixada Santista
Greve da limpeza urbana termina com 70% de retorno na Baixada Santista

Retorno parcial dos serviços de limpeza urbana após greve de 24 horas

Cerca de 70% dos profissionais da limpeza urbana, vinculados ao Grupo Terracom, retomaram as atividades nesta terça-feira (17), após uma paralisação de 24 horas que afetou seis cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Os trabalhadores aprovaram, em assembleia, a retomada das atividades em Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Motivação da greve e decisão judicial

A greve começou na segunda-feira (16) devido a divergências sobre a transparência e os valores do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Santos e Região (Siemaco), os pagamentos ficaram abaixo dos valores praticados em 2025.

Na noite de segunda-feira, representantes da Terracom Construções, do Consórcio PG Eco Ambiental, da concessionária Terra Santos Ambiental e do Siemaco se reuniram em audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Ficou estabelecido que o sindicato deveria promover assembleias junto aos trabalhadores, garantindo o retorno dos serviços essenciais com mínimo de 70% do efetivo em atividade.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Assembleias e retomada dos serviços

As assembleias foram realizadas por volta das 6h da segunda-feira nas unidades das seis cidades. Nesta terça-feira, os trabalhadores se reuniram em frente à garagem da Terra Santos para analisar a proposta da empresa e definiram pela retomada de 70% do contingente em cada posto, por se tratar de um serviço urbano essencial.

O presidente do Siemaco, André Domingues de Lima, explicou em entrevista à TV Tribuna: "Entramos com uma liminar e o juiz determinou que saísse 100%. A categoria aderiu de sair 70% e 30% ficar na garagem até que seja resolvido. Eles não mandaram nem os cálculos para a gente, já pagaram por conta própria, sem ter cálculo. Teve trabalhador que recebeu R$30, recebeu R$ 2,50".

Impacto da paralisação e situação atual

Imagens capturadas pela TV Tribuna mostraram uma enorme quantidade de lixo acumulado nas ruas de Santos, uma das cidades mais afetadas pela paralisação. Junto com Guarujá, Santos foi o município que mais teve funcionários em greve.

Após as assembleias, o cenário atual é de retomada dos serviços na região:

  • Praia Grande (Consórcio PG Eco Ambiental): 100% do efetivo em atividade
  • Cubatão: 100% do efetivo em atividade
  • Bertioga: 100% do efetivo em atividade
  • São Vicente: 100% do efetivo em atividade
  • Santos: varrição com 100% do efetivo e coleta com 70%
  • Guarujá: 70% do efetivo em atividade

Posicionamento das empresas e próximos passos

Em nota, as empresas Terracom Construções, Consórcio PG Eco Ambiental e Terra Santos Ambiental informaram que os valores do PPR foram apurados e pagos em conformidade com os critérios estabelecidos em Acordo Coletivo de Trabalho, com base em metas previamente definidas e de conhecimento da categoria.

A decisão é válida até a próxima sexta-feira (20), data na qual já está agendada outra audiência, junto com uma perícia em todas as unidades. Até lá, os funcionários que retornaram ao trabalho estão realizando o cronograma definido pela empresa junto às prefeituras, com prioridade para os serviços de coleta total do lixo séptico e limpeza das feiras.

O Grupo Terracom afirmou que permanece à disposição da Justiça do Trabalho e do sindicato para quaisquer esclarecimentos necessários, reforçando que os serviços seguem sendo prestados conforme determinação judicial.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar