Pesquisa revela que apoio ao fim da escala 6×1 despenca quando há impacto salarial
Apoio ao fim da escala 6×1 cai com impacto salarial, diz pesquisa

Pesquisa revela queda drástica no apoio ao fim da escala 6×1 quando há impacto salarial

Uma pesquisa divulgada pela Nexus nesta quarta-feira aponta que a maior parte dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1, mas essa aprovação despenca quando a redução da jornada de trabalho é condicionada a um impacto salarial. Os números, de maneira geral, mostram que 63% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, enquanto outros 22% se dizem contra.

Queda significativa na aprovação com condição salarial

Quando questionados se seguiriam favoráveis à diminuição da jornada de trabalho, com isso impactando proporcionalmente seus salários, apenas 28% dos entrevistados se mantiveram de acordo com o projeto. Essa queda de 35 pontos percentuais revela uma preocupação significativa dos trabalhadores com a possibilidade de perda de renda.

O levantamento também aponta que 84% são a favor de que os trabalhadores tenham pelo menos dois dias de folga na semana, indicando um desejo generalizado por mais tempo de descanso, mas com ressalvas quanto aos custos financeiros.

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Baixo conhecimento popular sobre o tema

Entretanto, há pouco conhecimento popular quanto ao tema: apenas 12% disseram entender bem o que significa o projeto que propõe o fim da escala 6×1. Outros 35% disseram nunca terem ouvido falar sobre as discussões do fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.

Essa falta de informação pode influenciar as opiniões expressas na pesquisa, sugerindo que muitos brasileiros podem não estar totalmente cientes das implicações da proposta.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa entrevistou 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Esses dados destacam a complexidade do debate sobre a reforma trabalhista no Brasil, onde o apoio inicial a mudanças pode ser moderado por considerações práticas como a estabilidade financeira.

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