Shell planeja operação de resgate para Raízen enfrentar dívida bilionária
A petrolífera britânica Shell, sob presidência de Cristiano Pinto da Costa no Brasil, está considerando uma contribuição direta para a reestruturação financeira da Raízen, empresa produtora de etanol e açúcar na qual detém 44% do capital, participação idêntica à do grupo Cosan.
Dívida acumulada e cenário desafiador
A Raízen enfrenta uma situação financeira crítica, com uma dívida acumulada de 70 bilhões de reais e uma série de rebaixamentos na classificação de risco por agências de crédito. Em Brasília, o governo avalia como inviável a possibilidade de uma recuperação judicial para uma empresa desse porte no setor energético.
Em nota oficial, a Shell reconhece os significativos desafios financeiros da Raízen e afirma que continua trabalhando em medidas voltadas à redução do endividamento da empresa. A companhia foi procurada pela reportagem, mas optou por não comentar adicionalmente sobre os detalhes do plano.
Estudo de alternativas financeiras
A consultoria Rothschild & Co. foi contratada como assessora financeira para avaliar alternativas que possam ajudar a Raízen a superar as dificuldades econômicas. Entre as opções em análise está a possibilidade de um aporte direto na operação, o que poderia elevar a participação da Shell na empresa.
Esse movimento estratégico visa não apenas estabilizar a situação financeira da Raízen, mas também fortalecer a posição da Shell no mercado de biocombustíveis, setor que tem enfrentado volatilidade e pressões regulatórias.
Contexto e implicações
A crise da Raízen ocorre em um momento delicado para o setor energético brasileiro, marcado por incertezas econômicas e transições para fontes renováveis. A intervenção da Shell, se concretizada, representaria um esforço significativo para preservar uma das principais players do mercado de etanol e açúcar no país.
Especialistas alertam que a reestruturação bem-sucedida da Raízen é crucial para manter a competitividade do setor e evitar impactos negativos na cadeia produtiva e no emprego. O desfecho desse processo será acompanhado de perto por investidores e pelo governo federal.



