Petrobras renuncia a direito de preferência e mantém posição como sócia na Braskem
Petrobras abre mão de controle na Braskem e permanece como sócia

Petrobras decide não exercer direitos de preferência na Braskem e mantém posição como sócia

A Petrobras anunciou oficialmente nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, que optou por não exercer os Direitos de Preferência e Tag Along previstos no acordo de acionistas da Braskem. A decisão, tomada em reunião do Conselho de Administração da estatal na véspera, significa que a empresa não aumentará e nem venderá sua participação na petroquímica, continuando apenas como sócia e fornecedora de matérias-primas, mas sem controle acionário.

Contexto da operação e implicações para o mercado

A medida ocorre em um momento crucial, pois a Novonor, antiga Odebrecht e controladora com 50,1% das ações com poder de voto da Braskem, está em recuperação judicial há sete anos. A empresa busca vender sua fatia na petroquímica como parte das negociações para reestruturar dívidas e evitar falência, um processo iniciado após os desdobramentos da Operação Lava Jato.

Em dezembro de 2025, a gestora IG4 Capital, assessorando o fundo Shine, anunciou um acordo para comprar as ações da Novonor na Braskem. A transação envolve a aquisição de dívidas de aproximadamente 20 bilhões de reais que a controladora possui com grandes bancos brasileiros e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Decisão estratégica e próximos passos

A decisão da Petrobras de não intervir na transação em curso reflete uma avaliação do Conselho de Administração de que não há necessidade de alterar sua posição na Braskem. Isso pode ser interpretado como um sinal de estabilidade e confiança na operação, embora a venda ainda dependa de aprovações regulatórias.

A operação precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e está sujeita à conclusão das negociações entre as partes envolvidas. A renúncia aos direitos de preferência pela Petrobras facilita o processo de venda, permitindo que a Novonor avance com a transação sem obstáculos adicionais.

Impactos na economia e no setor petroquímico

Esta decisão tem implicações significativas para o setor petroquímico brasileiro e a economia como um todo. Ao manter sua participação como sócia, a Petrobras continua a fornecer matérias-primas essenciais para a Braskem, garantindo continuidade operacional. No entanto, a ausência de controle acionário pode alterar dinâmicas futuras de governança e estratégia na empresa.

Especialistas destacam que a movimentação pode influenciar:

  • A atração de investimentos estrangeiros no setor.
  • A reestruturação financeira da Novonor e seu impacto no mercado de crédito.
  • As políticas energéticas e industriais do governo federal.

Em resumo, a renúncia da Petrobras aos direitos de preferência na Braskem marca um capítulo importante na reestruturação do setor petroquímico, com a estatal optando por uma posição mais passiva enquanto a Novonor busca resolver suas dívidas através da venda de ativos. O desfecho dessa operação será acompanhado de perto por investidores e analistas, dada sua relevância para a economia nacional.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar