Nubank ingressa na Febraban com apoio do Itaú em busca de licença bancária
Nubank entra na Febraban com aval do Itaú por licença bancária

Nubank conquista filiação na Febraban com endosso estratégico do Itaú

Em um marco significativo para o sistema financeiro brasileiro, o Nubank foi admitido oficialmente como membro da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), após aprovação unânime do conselho diretor da entidade. A decisão histórica ocorreu com uma recomendação favorável do conselheiro Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, destacando uma convergência inédita entre instituições tradicionais e fintechs no país.

Processo de aprovação e declarações institucionais

A informação foi divulgada através de nota oficial enviada à imprensa na noite de segunda-feira, 16 de março de 2026. Isaac Sidney, CEO da Febraban, enfatizou que a iniciativa do Nubank é "muito bem-vinda", pois demonstra o interesse da fintech em participar ativamente dos espaços de diálogo e articulação institucional da indústria bancária. "Evidencia a valorização, por parte da Febraban, da pluralidade, do debate qualificado e da construção setorial de soluções em um ambiente representativo e diverso", afirmou Sidney.

Por sua vez, Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, ressaltou a importância estratégica desta parceria institucional. "Ao trazer nosso histórico de inovação, inclusão financeira e foco nos clientes também para este fórum, reforçamos nossa contribuição para o fortalecimento do sistema financeiro", declarou Chanes, acrescentando o compromisso contínuo em "reduzir a complexidade da indústria e simplificar a vida dos nossos clientes".

Estratégia por trás da filiação e objetivos corporativos

A filiação do Nubank à Febraban não é um movimento isolado, mas parte integrante de um plano corporativo mais amplo que visa a obtenção de licença bancária completa. Atualmente, o Nubank já se consolidou como a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes, um título que reforça sua relevância no mercado nacional.

Como parte deste processo de integração, o Nubank passará a compor as principais instâncias deliberativas da Febraban, ampliando significativamente sua participação nos debates estratégicos que moldam a atuação institucional da federação. Esta movimentação fortalece a presença institucional da fintech, que continuará participando ativamente de outras entidades setoriais importantes, incluindo:

  • Zetta
  • ABBC (Associação Brasileira de Bancos)
  • ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais)

Esta participação múltipla permite ao Nubank contribuir de forma mais abrangente para as agendas de competitividade, inovação e sustentabilidade do sistema financeiro brasileiro como um todo.

Trajetória de crescimento e números impressionantes

Fundado há doze anos, o Nubank construiu uma trajetória notável, consolidando-se como uma das maiores plataformas digitais de serviços financeiros em escala global. Os números recentes da empresa impressionam:

  1. 131 milhões de clientes em sua base global
  2. 113 milhões de clientes somente no mercado brasileiro
  3. Atendimento a mais de 60% da população adulta do Brasil
  4. Responsável pela inclusão de 29 milhões de pessoas no sistema financeiro nos últimos anos

No aspecto financeiro, a companhia registrou em 2025 uma receita robusta de US$ 16,3 bilhões e um lucro líquido expressivo de US$ 2,9 bilhões. Estes resultados evidenciam a solidez de um modelo de negócios integralmente digital, fundamentado em tecnologia avançada e eficiência operacional excepcional.

Um aspecto particularmente relevante é que, mesmo com uma expansão acelerada de sua base de clientes, o Nubank mantém consistentemente um dos menores índices de reclamações de todo o setor financeiro, conforme demonstrado pelos rankings regulares publicados pelo Banco Central do Brasil.

A entrada do Nubank na Febraban representa não apenas um reconhecimento formal de sua relevância no cenário financeiro nacional, mas também um passo estratégico crucial em sua jornada para obter licença bancária completa, fortalecendo ainda mais sua posição como agente transformador do sistema financeiro brasileiro.