Goldman Sachs busca plano B para venda de participação na Oncoclínicas
Goldman Sachs negocia venda da Oncoclínicas com bancos brasileiros

Goldman Sachs busca alternativa para venda de fatia na Oncoclínicas

O Goldman Sachs abriu conversas com instituições financeiras brasileiras para negociar a venda de sua participação na rede de saúde Oncoclínicas. A operação está sendo estruturada como um block trade, um leilão especial em bloco que permite a transação de um grande lote de ações de uma única vez, visando preservar o preço no mercado e evitar flutuações abruptas.

Obstáculos na negociação com a IG4

Essa movimentação surge como um plano B após as tratativas do banco de investimento norte-americano para vender sua fatia de 21% na Oncoclínicas à gestora IG4 enfrentarem dificuldades. A IG4, que recentemente assumiu o controle da Braskem, não conseguiu avançar com a aquisição devido à falta de aval de outros acionistas da rede de saúde.

Sem essa aprovação, a operação com a gestora só poderá prosseguir por meio de uma nova oferta pública de aquisição, o que levou o Goldman Sachs a buscar alternativas mais ágeis no mercado financeiro brasileiro.

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Vantagens do block trade

O block trade é uma estratégia comum em transações de grande porte, pois:

  • Minimiza o impacto no preço das ações
  • Permite uma negociação mais discreta e eficiente
  • Reduz a volatilidade no mercado secundário

Essa abordagem demonstra a preocupação do Goldman Sachs em realizar a venda de forma ordenada, sem causar turbulências significativas no valor da Oncoclínicas, que é uma das principais redes de saúde especializada em oncologia no Brasil.

Contexto do mercado de saúde

A movimentação ocorre em um momento de reconfiguração no setor de saúde brasileiro, com investidores buscando oportunidades em empresas consolidadas. A Oncoclínicas, com sua presença nacional e foco em tratamentos oncológicos, representa um ativo estratégico que atrai o interesse tanto de gestoras internacionais quanto de instituições financeiras domésticas.

As negociações com bancos brasileiros indicam que o Goldman Sachs está explorando todas as opções disponíveis para concretizar a desinvestida, mantendo-se flexível diante dos desafios regulatórios e corporativos que surgiram no caminho inicial com a IG4.

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