Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno
O Banco Central do Brasil anunciou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. A decisão foi tomada após a constatação de graves problemas na situação econômico-financeira da instituição, que apresentava uma deterioração significativa da liquidez. Além disso, o banco foi acusado de cometer infrações às normas regulatórias e descumprir determinações específicas da autarquia monetária.
Controle por ex-sócio do Banco Master
O Banco Pleno era controlado por Augusto Ferreira Lima, um ex-sócio do Banco Master. A origem da instituição remonta ao antigo Banco Voiter, anteriormente conhecido como Indusval. Em 2024, o Banco Central aprovou a compra do Voiter pelo Master. Posteriormente, em julho de 2025, Augusto Ferreira Lima recebeu autorização para adquirir a instituição de Daniel Vorcaro e rebatizá-la como Banco Pleno.
Augusto Ferreira Lima esteve envolvido em questões judiciais, tendo sido preso durante a Operação Compliance Zero. No entanto, sua prisão preventiva foi revogada poucos dias depois, conforme registros públicos.
Impacto no sistema financeiro nacional
O Banco Pleno detinha uma participação mínima no Sistema Financeiro Nacional, representando apenas 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações. Apesar do porte reduzido, a liquidação foi considerada necessária para preservar a estabilidade do setor e proteger os interesses dos clientes e do mercado.
O Banco Central enfatizou que a medida foi motivada exclusivamente pelo comprometimento da situação financeira do banco, que não conseguiu cumprir com suas obrigações regulatórias e operacionais. A autarquia monitora de perto todas as instituições financeiras para garantir a solidez do sistema e a confiança dos investidores.
Este caso reforça a importância do rigor na fiscalização e da adesão estrita às normas estabelecidas pelo Banco Central, visando a prevenção de crises e a manutenção da integridade do mercado financeiro brasileiro.



