Varejo de moda teme retrocesso na 'taxa das blusinhas' em ano eleitoral
As varejistas brasileiras do segmento de moda estão apreensivas com a possibilidade de que a campanha eleitoral de 2026 leve o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a recuar na chamada 'taxa das blusinhas'. Este imposto de importação, que incide sobre compras vindas do exterior, tornou-se um dos pontos mais sensíveis da agenda econômica atual.
Pressão política e risco de retrocesso
De acordo com Edmundo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), a oposição deve intensificar suas críticas em relação a esse tema durante o ano eleitoral. 'É difícil prever o que vai acontecer, mas o risco de retrocesso na medida existe', afirma Lima. O tributo é visto como uma iniciativa impopular que pode ser explorada politicamente para fragilizar a tentativa de reeleição de Lula.
Arrecadação recorde versus preocupações eleitorais
Embora o governo federal tenha registrado uma arrecadação recorde de 5 bilhões de reais com o imposto de importação em 2025, especula-se que as prioridades fiscais possam ser deixadas em segundo plano em prol da estratégia eleitoral. A Abvtex, que reúne grandes companhias como C&A, Renner, Riachuelo e Azzas 2154, entre outras associadas, alerta para essa possibilidade.
O cenário eleitoral pode, portanto, criar um ambiente de incerteza para o setor, que já enfrenta desafios competitivos e econômicos. A medida, inicialmente implementada para proteger a indústria nacional e aumentar a receita, agora se encontra no centro de um debate político acirrado.



