Ibovespa abre em alta com varejo surpreendente, enquanto tensão no Oriente Médio eleva petróleo
Ibovespa sobe com varejo forte e tensão no Oriente Médio

Ibovespa inicia sessão com alta sustentada por dados robustos do varejo nacional

O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), abriu em alta nesta quarta-feira (11 de março de 2026), registrando 185.423 pontos. O movimento positivo foi impulsionado por dados de vendas no varejo que superaram as expectativas do mercado, reforçando a percepção de uma atividade econômica ainda resiliente no Brasil. Enquanto isso, no cenário internacional, investidores monitoram atentamente a escalada das tensões no Oriente Médio, após o comando militar do Irã alertar sobre a possibilidade de o petróleo atingir 200 dólares por barril.

Desempenho misto entre ações de bancos e varejistas

Entre as ações em destaque, os grandes bancos operaram em queda durante a abertura:

  • Santander (SANB11) liderou as perdas com -1,36%
  • Bradesco (BBDC4) seguiu com -1,35%
  • Itaú Unibanco recuou -1,28%
  • Banco do Brasil (BBAS3) apresentou queda de -0,99%

No setor de varejo, o desempenho foi misto:

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  • Casas Bahia (BHIA3) caiu -1,57%
  • Arezzo (AZZA3), que vinha em sequência de altas desde segunda-feira, registrou queda de -1,20%
  • Lojas Renner (LREN3) se destacou com avanço de 2,37%
  • Petz (AUAU3) subiu 0,62%

Análise especializada sobre o cenário econômico

Segundo João Kepler, CEO da Equity Group, os dados de vendas no varejo acima do esperado reforçam a percepção de uma atividade econômica ainda resiliente no Brasil. "O resultado pressiona os juros futuros e acaba limitando uma alta mais intensa da bolsa", afirma. Para ele, a escalada das tensões no Oriente Médio também influencia significativamente o mercado. "O risco de impacto sobre a oferta global de petróleo eleva os preços internacionais e favorece empresas de energia listadas na bolsa brasileira, que têm peso relevante no índice".

Cenário internacional com foco no Oriente Médio e mercados globais

De acordo com a Reuters, o comando militar do Irã afirmou que o mundo precisa se preparar para a possibilidade de o petróleo atingir 200 dólares por barril após três navios terem sido atacados no Golfo Pérsico. Para Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o mercado segue acompanhando de perto os desdobramentos do conflito na região, especialmente após ataques a embarcações no Estreito de Ormuz. "O petróleo tem alta próxima de 3% por conta desses ataques. Além disso, investidores continuam atentos aos dados de inflação e atividade econômica", afirma.

Contexto político e desempenho de outros mercados

No cenário político brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda em Brasília, onde tem encontro marcado com Marcelo Weick, secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. No campo eleitoral, nova rodada de pesquisa divulgada pelo Instituto Ideia em parceria com o Canal Meio mostra Lula liderando em dois cenários de disputa presidencial e empatando tecnicamente em outros dois com Flávio Bolsonaro.

No câmbio, o dólar operava em 5,19 reais às 11h20, enquanto em Wall Street os índices acionários apresentavam desempenho misto:

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  • Dow Jones Industrial Average recuava 0,10%
  • Nasdaq Composite avançava 0,37%
  • S&P 500 registrava alta de 0,18%