Ibovespa fecha em alta de 0,41% aos 198 mil pontos, com dólar abaixo de R$ 5
Ibovespa sobe 0,41% e dólar cai abaixo de R$ 5 após dois anos

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira, 13 de abril de 2026, com uma alta expressiva de 0,41%, alcançando a marca de 198.132 pontos. Esse desempenho positivo ocorreu em um cenário marcado por tensões geopolíticas globais, incluindo a guerra entre Irã e Estados Unidos, e pela deterioração das expectativas econômicas no Brasil.

Contexto econômico e inflação

O boletim Focus, divulgado recentemente, mostrou uma nova alta nas projeções de inflação para 2026, que passaram de 4,36% para 4,71%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Paralelamente, houve uma revisão para baixo nas estimativas para o dólar, refletindo um ambiente de incertezas.

Desempenho dos bancos e setores

Entre os grandes bancos, o Itaú (ITUB4) e o Santander (SANB11) fecharam no negativo, com quedas de 0,24% e 0,12%, respectivamente. Em contrapartida, o Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o pregão com alta de 0,26%, e o Bradesco (BBDC4) registrou um ganho de 1,08%.

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O setor de papel e celulose apresentou um ótimo desempenho, com a Suzano (SUZB3) e a Irani (RANI3) ambas fechando com alta de 1,15%. A Klabin (KLBN11) acompanhou esse ritmo, subindo 0,73%.

Ações mais negociadas e maiores altas

As ações mais negociadas do dia incluíram a B3 (B3SA3) com queda de 1,03%, a Petrobras (PETR4) com alta de 1,18%, o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) com um impressionante ganho de 11,87%, e a Itausa (ITSA4) com queda de 0,68%.

As maiores altas ficaram com a Equatorial (EQPA5), que subiu 26,54%, a Hercules (HETA4) com alta de 16%, e novamente o Grupo Pão de Açúcar, destacando-se no mercado.

Queda histórica do dólar

O dólar encerrou o dia valendo 4,99 reais, marcando a primeira vez em dois anos que a moeda norte-americana ficou abaixo da barreira psicológica de 5 reais. Essa queda ocorreu apesar da piora do ambiente externo, com o fracasso das negociações entre EUA e Irã e a elevação das tensões no Estreito de Ormuz, que levaram o petróleo novamente acima de 100 dólares.

Análise de especialista

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, explicou que, inicialmente, o movimento refletiu a demanda global por proteção diante das incertezas. "Ao longo do pregão, no entanto, o movimento perdeu força, acompanhando uma melhora gradual do humor externo, com sinais pontuais de possível retomada das negociações e recuperação das bolsas em Nova York", afirmou.

Essa combinação de fatores – alta do Ibovespa, queda do dólar e desempenho variado de setores – ilustra a complexidade do cenário econômico atual, onde otimismo e cautela se entrelaçam nas decisões dos investidores.

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