Ibovespa opera em queda com temores globais sobre guerra no Irã
O Ibovespa apresentou queda nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, refletindo o temor global em relação aos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio. O conflito bélico iniciado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã gera incertezas de grandes proporções no mercado financeiro internacional, com receios de uma retomada da inflação global impulsionada pela disparada dos preços do petróleo.
Desempenho dos indicadores financeiros
Por volta das 11h40, o principal índice da bolsa brasileira caía 0,18%, situando-se em 188.441 pontos. Paralelamente, o dólar comercial registrava alta significativa de 1,36%, cotado a 5,20 reais. Investidores globais estão desfazendo posições em ativos de risco diante dos receios de escalada do conflito, que começou no último sábado, 28 de fevereiro, com ataques coordenados que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e em retaliações por parte do Irã contra bases americanas.
Impactos no mercado de petróleo
Na Bolsa de Londres, o petróleo Brent disparava 7,29%, alcançando 78,18 dólares por barril. A tensão no estreito de Ormuz já causou danos a três navios e a morte de um marinheiro, com cerca de 200 embarcações aguardando definições e permanecendo ancoradas na região. Em resposta à instabilidade, a OPEP anunciou que aumentará a produção em 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026.
Analistas consultados pela revista Veja estimam que, no pior dos cenários, o petróleo pode atingir 120 dólares por barril. No entanto, destacam que a commodity não teria fôlego para se manter nesse patamar por longo período devido a fatores macroeconômicos, como a desaceleração da economia global e os juros elevados em comparação com períodos anteriores de alta, como durante a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Repercussões no mercado acionário brasileiro
Diante desse cenário, as ações da Petrobras disparavam 4,2%, negociadas a 40,98 reais, enquanto os papéis da PRIO saltavam 5%, a 57,20 reais. Por outro lado, empresas com operações sensíveis a juros recuavam no pregão, como o Magazine Luiza, que caía 4%, cotado a 8,98 reais.
Preocupações com inflação e política monetária
O temor predominante no mercado é que a alta do petróleo provoque uma retomada da inflação através do aumento dos preços dos combustíveis. Isso poderia resultar em uma inflação mais acelerada e frear o processo de redução das taxas de juros no Brasil. Em suma, os investidores seguem cautelosos com os possíveis impactos da guerra no cenário econômico nacional, monitorando de perto as evoluções geopolíticas e suas consequências financeiras.



