Ibovespa despenca mais de 3% com escalada de conflitos no Irã e fechamento do Estreito de Ormuz
O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), registrou uma queda expressiva de 3,28% nesta terça-feira, 3 de março de 2026, recuando para os 183,1 mil pontos. Esta é a maior desvalorização do índice desde o dia 5 de dezembro de 2025, quando Flávio Bolsonaro anunciou sua candidatura à presidência da República.
Impacto do conflito bélico e alta do petróleo
O dólar encerrou o pregão em alta de mais de 2%, cotado a 5,28 reais. O avanço da moeda americana reflete o aumento da aversão ao risco global após o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do óleo e gás transportados por via marítima no mundo. A medida é uma consequência direta do conflito bélico de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que escalona desde o último final de semana.
Hoje, o preço do barril de petróleo Brent cresceu 5% e ficou cotado a 81,7 dólares. “Esse fenômeno coloca expectativas inflacionárias sob cheque, principalmente pelo impacto do aumento do petróleo sobre combustíveis”, comenta Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos.
Desempenho do PIB e ações bancárias
No cenário doméstico, o destaque foi a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, que variou 2,3% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, o número apresenta uma desaceleração em relação ao avanço de 3,4% do dado de 2024. A leitura de especialistas é de que o resultado reforça a tendência de desaceleração do ritmo da atividade econômica.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos tiveram desempenho negativo, acompanhando a queda do Ibovespa:
- O Bradesco (BBDC4) teve baixa de 4,85%.
- O Banco do Brasil (BBAS3) recuou 4,38%.
- O Itaú (ITUB4) caiu 3,35%.
- O Santander (SANB11) encerrou em desvalorização de 2,45%.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado, reforçando a volatilidade dos mercados diante de tensões geopolíticas e indicadores econômicos mistos.



