O banco Itaú revisou sua projeção para a inflação brasileira em 2026, elevando-a para 5,2%, acima do teto da meta de 4,5%. A revisão ocorre em meio aos impactos da guerra no Irã e ao risco de seca devido ao fenômeno El Niño.
Revisão das projeções
No início do ano, o banco estimava o IPCA em 3,8%. Em março, a projeção subiu para 4,5% e, agora, chega a 5,2%. A economista Luciana Rabelo, do Itaú, afirmou que a piora rápida dos indicadores de inflação em abril levou à nova estimativa.
Impactos da guerra e do clima
O relatório do Itaú destaca que a guerra no Irã elevou os preços internacionais do petróleo, pressionando os combustíveis no Brasil. Além disso, a previsão de um El Niño forte em 2026 pode causar secas e chuvas excessivas, afetando os preços dos alimentos.
Consequências para a política econômica
A inflação acima de 5% fura o teto da meta, que é de 4,5%. O Banco Central, que cortou a Selic para 14,5% ao ano, indicou incertezas globais como motivo para não reduzir mais os juros. Se o IPCA ficar seis meses contínuos acima do teto, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, deverá publicar uma carta aberta explicando as razões e as medidas corretivas.
O Itaú também alerta para a defasagem entre os preços domésticos e internacionais da gasolina, que pode levar a novos reajustes. A combinação de fatores externos e climáticos deve manter a inflação elevada nos próximos meses.



