Mato Grosso alcança menor índice de desemprego do Brasil em 2025
O estado de Mato Grosso registrou a menor taxa média de desemprego do país no ano de 2025, com apenas 2,2%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 20 de dezembro. A média nacional ficou em 5,6%, representando uma redução significativa em relação aos 6,6% observados em 2024.
Análise detalhada dos números do mercado de trabalho
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), Mato Grosso contava com aproximadamente 50 mil pessoas desocupadas entre outubro e dezembro de 2025. Esse número reflete uma queda de 3,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A disparidade de gênero permanece evidente: a taxa de desemprego entre as mulheres mato-grossenses foi de 3,2%, enquanto entre os homens ficou em 1,5%.
Em termos de rendimento, a média anual no estado alcançou R$ 3.688 em 2025, valor ligeiramente superior ao registrado em 2024. A análise da evolução da taxa de desemprego em Mato Grosso entre 2012 e 2025 revela uma tendência de queda acentuada e contínua a partir de 2022. O índice recuou de cerca de 4% naquele ano para aproximadamente 2,2% em 2025, marcando o menor patamar de toda a série histórica apresentada.
Composição da força de trabalho e setores empregadores
A população fora da força de trabalho em Mato Grosso chegou a 947 mil pessoas, um aumento de 56 mil em relação ao mesmo período de 2024. Na capital Cuiabá, o índice de desemprego se manteve estável em 2,9%, sem variações significativas no período analisado.
Entre os setores da economia que mais empregam no estado, destacam-se:
- Comércio: lidera com 448 mil trabalhadores, apesar de registrar queda tanto no trimestre quanto na comparação anual.
- Agricultura: empregava 248 mil pessoas, com crescimento expressivo tanto na comparação trimestral quanto anual.
- Transporte, armazenagem e correio: contabilizou 122 mil ocupados, também apresentando alta.
Por outro lado, a indústria geral experimentou uma redução de 8,1% no número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior, e o setor da construção civil igualmente apresentou retração. Um dado positivo é o crescimento de 40% no número de trabalhadores domésticos com carteira assinada em comparação com o mesmo período de 2024. No total, 43 mil pessoas tinham carteira assinada no quarto trimestre de 2025, uma alta de 12,9% frente ao trimestre anterior.
Desafios persistentes: informalidade no mercado
Apesar dos números positivos, a taxa de informalidade em Mato Grosso permanece em 33,7%, o que corresponde a aproximadamente 683 mil pessoas em situação de trabalho informal. Esse indicador ressalta a necessidade contínua de políticas públicas voltadas para a formalização e proteção dos trabalhadores, garantindo que o crescimento econômico se traduza em melhores condições de emprego para toda a população mato-grossense.