Defesa de Bolsonaro solicita a Moraes tratamento com Estímulo Elétrico Craniano
Bolsonaro pede a Moraes tratamento com Estímulo Elétrico Craniano

Defesa de Bolsonaro solicita a Moraes tratamento com Estímulo Elétrico Craniano

O corpo médico responsável pela saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou, através de seus advogados, um pedido formal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para a realização de um tratamento conhecido como Estímulo Elétrico Craniano. O requerimento, que ainda aguarda uma resposta do magistrado, propõe a aplicação de ondas elétricas de baixa intensidade diretamente no crânio, utilizando eletrodos, com o objetivo de aliviar condições como dificuldades relacionadas ao sono, crises de soluços e ansiedade.

Contexto da saúde do ex-presidente

Bolsonaro tem relatado persistentes problemas para dormir a aliados próximos e membros da família desde novembro do ano passado, quando foi preso por determinação do ministro Moraes. Na última quarta-feira, a situação se agravou: durante uma visita de senadores ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-mandatário apresentou crises intensas de soluços, necessitando de intervenção médica imediata com medicamentos para controle dos sintomas.

Este não é o primeiro contato de Bolsonaro com o tratamento em questão. Conforme informações apresentadas pela defesa, o ex-presidente já se submeteu a sessões de estimulação craniana em abril, sob a supervisão do neurocientista Ricardo Caiado, que continua a acompanhar seu quadro de saúde. A equipe jurídica também está pleiteando que o Dr. Caiado tenha acesso regular a Bolsonaro dentro da penitenciária, a fim de conduzir as sessões terapêuticas de maneira adequada e contínua.

Detalhes do pedido e expectativas

O pedido encaminhado à Corte inclui:

  • A autorização explícita para a realização do Estímulo Elétrico Craniano;
  • O acesso do neurocientista Ricardo Caiado ao ex-presidente para a execução do tratamento;
  • A justificativa médica baseada em episódios anteriores de insônia e crises de soluço.

Até o momento, não há um prazo estabelecido para que o ministro Alexandre de Moraes emita sua decisão sobre o caso. A defesa aguarda com expectativa a resposta, que poderá impactar diretamente o bem-estar e a condição de saúde de Bolsonaro durante seu período de detenção. A situação destaca as complexidades envolvidas na interface entre justiça, saúde e direitos individuais em casos de alta relevância política e midiática.