Acre atinge menor índice de desemprego da série histórica em 2025
O estado do Acre alcançou um marco significativo no mercado de trabalho ao registrar uma taxa de desocupação de 6,4% no quarto trimestre de 2025, referente aos meses de outubro, novembro e dezembro. Este é um dos menores índices já observados desde o início da série histórica, em 2012, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (20).
Queda expressiva e desempenho anual
O resultado representa um recuo de 1,1 ponto percentual em comparação com o trimestre anterior, evidenciando uma tendência de melhoria nas condições de emprego no estado. A pesquisa, parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), monitora trimestralmente os indicadores do mercado de trabalho em todo o Brasil.
Em termos anuais, a taxa de desemprego no Acre ficou em 6,6% em 2025, também se destacando como uma das mais baixas desde 2012. Em contraste, a taxa nacional de desocupação foi de 5,1% no mesmo período, com um recuo de 1,1% frente ao trimestre anterior.
Desigualdades persistentes no mercado de trabalho
Apesar do cenário positivo, os dados revelam disparidades significativas:
- Gênero: Entre as mulheres, a taxa de desocupação foi de 7,9%, superior aos 5,7% registrados entre os homens.
- Escolaridade: Pessoas com ensino médio incompleto enfrentaram as maiores taxas de desemprego, enquanto aquelas com ensino superior completo apresentaram os menores índices.
- Informalidade: Um desafio crítico persiste, com 45,2% da população ocupada trabalhando sem vínculo formal no quarto trimestre de 2025, o equivalente a aproximadamente 146 mil pessoas. Este índice abrange:
- Empregados do setor privado e domésticos sem carteira assinada.
- Trabalhadores por conta própria e empregadores sem registro no CNPJ.
- Auxiliares familiares.
Entre os empregados do setor privado, apenas 59,1% possuíam carteira de trabalho assinada, e o percentual de pessoas trabalhando por conta própria atingiu 18,7%.
Renda e subutilização da força de trabalho
O rendimento médio real habitual no estado foi estimado em R$ 2.964 no quarto trimestre de 2025, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, mas registrando um aumento de 9,8% na comparação com o mesmo período de 2024. A massa de rendimento real, que soma todos os rendimentos pagos aos trabalhadores, alcançou R$ 936 milhões, indicando estabilidade trimestral e crescimento anual.
Contudo, a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas na força de trabalho potencial, ficou em 17,9%. Além disso, o percentual de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar emprego, foi de 6,5% no estado, destacando desafios estruturais que vão além da taxa de desocupação.
Conclusão
Embora o Acre tenha celebrado uma redução histórica no desemprego em 2025, os dados do IBGE expõem uma realidade complexa. A alta informalidade e as desigualdades de gênero e escolaridade continuam a pressionar o mercado de trabalho local, exigindo políticas públicas direcionadas para promover maior equidade e formalização.