Em uma era marcada pela inteligência artificial, as máquinas estão cada vez mais assumindo papéis de decisão que antes eram exclusivos dos humanos. Essa transformação, que já começa a se consolidar no mundo dos negócios e na vida cotidiana, representa o início de mais uma grande revolução tecnológica. Humanoides, quadrúpedes, máquinas especializadas, drones e carros autônomos compõem um admirável mundo novo que se descortina diante de nós.
A ficção de Asimov se torna realidade
O escritor Isaac Asimov, em seu clássico "Eu, Robô", publicado em 1950, já antevia um futuro em que robôs seriam criaturas superiores e mais perfeitas que a humanidade. Na obra, a psicóloga roboticista Susan Calvin afirmava: "Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajudá-lo… A humanidade não está mais sozinha… Eles (os robôs) são uma espécie melhor e mais perfeita que a nossa." Essa ficção científica, que na época parecia distante, hoje se materializa com a transposição da inteligência artificial para o mundo físico.
A revolução da IA no mundo físico
Inicialmente usada para pesquisar, coletar dados e responder a perguntas, a inteligência artificial agora capacita máquinas a aprender, tomar decisões e agir de forma autônoma. Essas máquinas assumem formas variadas, desde robôs industriais até humanoides, quadrúpedes, drones e veículos autônomos. A mudança é avassaladora e já está no radar das empresas mais inovadoras.
Exemplos de inovação no mercado
Rubens Menin, fundador e controlador do conglomerado que tem à frente a construtora MRV, exemplifica essa tendência. Um de seus negócios, o Banco Inter, já nasceu digital e mantém o Inter Science, um grupo de cientistas dedicado à pesquisa em inteligência artificial, blockchain e computação quântica. A tecnologia também é um dos trunfos da BradSaúde, operação recém-formada que consolida as empresas do Bradesco na área de saúde. A automação avança nesse setor, das cirurgias robóticas aos centros de diagnóstico, sendo parte vital da estratégia de otimização de custos.
O desafio ético da automação
Com a proliferação de máquinas autônomas, torna-se fundamental garantir que elas sigam preceitos éticos. Asimov criou as Leis da Robótica, cujo princípio mais importante é: "Um robô não pode prejudicar a humanidade, nem, por omissão, permitir que a humanidade sofra danos." Que essa máxima seja cumprida à medida que a automação avança em todas as frentes.



