Dólar e Petróleo em Movimento: Entenda os Fatores que Influenciam o Mercado
Dólar e Petróleo: Fatores que Movimentam o Mercado

Dólar e Petróleo em Movimento: Entenda os Fatores que Influenciam o Mercado

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (23) com atenção voltada para o cenário interno e externo, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu às 10h. No mercado internacional de petróleo, os preços inverteram o sinal nesta segunda-feira, após uma alta significativa.

Queda no Petróleo e Reflexos nos Mercados

Após chegar a US$ 113 por barril, o Brent passou a recuar mais de 10% depois de declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que houve conversas consideradas produtivas entre Estados Unidos e Irã e que eventuais ataques a instalações energéticas iranianas seriam adiados. Por volta das 9h (horário de Brasília), o Brent com vencimento mais próximo registrava queda de 10,23%, cotado a US$ 100,71 o barril. Já o WTI recuava 10,39%, cotado a US$ 88. Durante a manhã, o Brent chegou a operar abaixo de US$ 100.

A sinalização de avanço no diálogo entre Washington e Teerã também teve reflexo nos mercados acionários. Perto das 9h (horário de Brasília), os futuros do S&P 500 e do Nasdaq subiam 2,45%, enquanto os contratos do Dow Jones avançavam 2,65%.

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Cenário Interno: Petrobras e Alta do Diesel

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou na sexta-feira que a Petrobras pode recomprar a Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), situada na Bahia. Essa movimentação ocorre em meio a um cenário de combustíveis mais caros.

Um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o preço do diesel aumentou 20,6% na segunda semana de março em comparação com o período de 22 a 28 de fevereiro, alcançando R$ 7,65 por litro. Essa alta reflete a pressão do petróleo no mercado internacional, impactando a cadeia logística e a inflação no país.

Desdobramentos do Conflito no Oriente Médio

Trump negou um cessar-fogo no Irã, afirmando que não quer interromper as operações militares. A guerra entra na quarta semana sem sinais de negociação para encerrar o conflito. O estreito de Ormuz, controlado por Teerã e fechado desde o início dos ataques, é essencial para o escoamento de 20% do petróleo e gás mundial. Seu bloqueio tem afetado os preços globalmente, inclusive nos EUA, onde a inflação alta pode impactar a popularidade de Trump e as eleições legislativas de novembro.

No Brasil, o diesel acumulou alta de cerca de 25% desde o início do conflito. A ANP pediu que a Petrobras aumente a oferta de combustíveis e reforçou o monitoramento do setor, mas afirmou que não há risco de desabastecimento no país.

Bancos Centrais e a Incerteza Econômica

Os principais bancos centrais de países ricos mantiveram os juros estáveis nesta semana, mas deixaram claro que podem voltar a subir as taxas caso a inflação aumente por causa da guerra e da alta nos preços da energia. Com o conflito no Oriente Médio, investidores passaram a acreditar menos em cortes de juros no curto prazo e até começaram a considerar novas altas em algumas economias, como Reino Unido e zona do euro.

Além do banco central dos EUA, que manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, outros países, como Reino Unido, Canadá e Europa, também seguraram suas taxas, mas com tom mais cauteloso. Na contramão, o banco central da Rússia reduziu os juros para 15% ao ano, após sinais de desaceleração da inflação e de maior equilíbrio na economia. Ainda assim, alertou que o cenário externo ficou mais incerto e que novos cortes dependerão do comportamento dos preços.

Na prática, o cenário é de incerteza: se a guerra continuar pressionando os preços, os bancos centrais podem manter juros altos por mais tempo ou até aumentar as taxas para tentar controlar a inflação.

Desempenho dos Mercados Globais

Em Wall Street, as principais bolsas fecharam em queda, refletindo a cautela dos investidores. O índice Dow Jones caiu 0,97%, aos 45.576,83 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 1,51%, aos 6.506,67 pontos. O Nasdaq, por sua vez, teve perdas de 2,01%, aos 21.647,61 pontos.

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As bolsas da China tiveram uma semana negativa e registraram a maior queda desde novembro, pressionadas pelas tensões no Oriente Médio e pelo clima de incerteza no mercado global. Os principais índices fecharam em queda, com destaque para Xangai (-1,24%), CSI300 (-0,35%) e Hang Seng (-0,88%). No acumulado da semana, as perdas foram mais intensas, refletindo a cautela dos investidores.

Com informações da agência de notícias Reuters.