Cesta básica em Campinas tem queda de 1,77% em fevereiro com redução no tomate
Cesta básica em Campinas cai 1,77% em fevereiro

Cesta básica em Campinas registra queda de 1,77% em fevereiro com reduções expressivas

O preço da cesta básica em Campinas, no interior de São Paulo, apresentou uma queda significativa no mês de fevereiro, segundo pesquisa recente do Observatório PUC-Campinas. O estudo aponta que o custo dos itens analisados recuou 1,77% em relação a janeiro, alcançando o valor de R$ 776,46. Este é o menor patamar registrado desde setembro de 2025, quando a cesta básica na metrópole ficou em R$ 774,37.

Tomate lidera reduções com queda de 21,20%

Entre os 13 produtos monitorados, sete apresentaram redução nos preços durante o mês de fevereiro. O tomate se destacou com a maior variação negativa, registrando uma queda de 21,20% após ter subido 30,25% em janeiro. Outros itens que contribuíram para a diminuição do custo total foram o açúcar (-8,47%), o leite (-7,02%), o óleo de soja (-5,68%), a manteiga (-2,35%), o arroz (-1,66%) e o café (-0,20%).

No entanto, nem todos os alimentos seguiram essa tendência de baixa. A batata registrou o maior aumento, com alta de 14,98%, enquanto o feijão subiu 4,06% e a farinha apresentou aumento de 3,52%. Essas altas em produtos essenciais demonstram a volatilidade do mercado de alimentos.

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Economista alerta para cenário de incerteza

Na avaliação do economista Pedro de Miranda Costa, docente do Observatório PUC-Campinas, a queda observada em fevereiro mostra-se, por enquanto, como algo pontual. "O cenário continua sendo de alta no preço dos alimentos e de incerteza", afirma o especialista. Segundo Costa, embora o tomate tenha apresentado a maior redução em fevereiro, a tendência é de alta novamente em março, refletindo a instabilidade característica do setor.

Impacto no orçamento familiar

A pesquisa também realizou uma análise comparativa entre o custo dos alimentos e o salário mínimo vigente. Considerando o valor de R$ 1.621,00, em vigor desde janeiro, a cesta básica em Campinas compromete 47,9% do valor do salário mínimo. Como a avaliação da cesta leva em conta o necessário para alimentar um trabalhador adulto por um mês, ao considerar uma família padrão de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças), o estudo aponta que seriam necessárias três cestas básicas.

Nesse cenário familiar, o custo somente com alimentação alcançaria R$ 2.329,39 mensais, representando um peso significativo no orçamento doméstico das famílias campineiras.

Metodologia da pesquisa

O Observatório PUC-Campinas passou a monitorar os valores da cesta básica em Campinas desde setembro de 2022, divulgando os dados mensalmente. A metodologia utilizada é a mesma empregada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), respeitando os hábitos alimentares locais e analisando as quantidades previstas nas avaliações da região Sudeste do Brasil.

Para chegar ao valor da cesta básica em Campinas, os pesquisadores apuraram os custos dos produtos em 28 estabelecimentos comerciais, todos localizados em supermercados de bairros ao redor do perímetro do centro da cidade. As pesquisas são realizadas entre a segunda e terceira semana de cada mês, sempre no mesmo dia, para evitar influência de promoções em diferentes estabelecimentos.

Composição da cesta básica pesquisada

Segundo a PUC-Campinas, são aferidos valores de 13 produtos alimentícios e suas quantidades, os mesmos definidos em decreto-lei de 1938. Na ocasião, a justificativa era que tais produtos garantiriam, no período de um mês, uma boa qualidade de vida para um trabalhador adulto. A cesta básica pesquisada inclui:

  • Açúcar: 3 kg
  • Arroz: 3 kg
  • Café: 600g
  • Farinha: 1,5 kg
  • Feijão: 4,5 kg
  • Leite: 7,5 litros
  • Manteiga: 750g
  • Óleo: 750ml
  • Banana: 90 unidades
  • Batata: 6 kg
  • Carne: 6 kg
  • Pão francês: 6 kg
  • Tomate: 9 kg

O monitoramento contínuo desses preços permite uma análise detalhada da evolução do custo de vida na região, oferecendo dados valiosos para consumidores, pesquisadores e formuladores de políticas públicas.

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