UE concorda com análise da proteína de exportações brasileiras
A União Europeia aceitou a metodologia de análise da proteína utilizada pelo Brasil em suas exportações de carnes. O país, no entanto, ficou de fora da lista de nações autorizadas a vender carne bovina, suína e de aves para o bloco europeu a partir de setembro. A decisão foi anunciada durante o Congresso da Abramilho, em Brasília.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil atenderá às exigências europeias e que uma resposta formal será enviada no prazo de 15 dias. Segundo ele, o governo brasileiro está confiante em reverter a situação e garantir a continuidade das exportações para o mercado europeu.
Alckmin destacou que o Brasil possui um dos mais rigorosos sistemas de controle sanitário do mundo e que a análise da proteína é apenas um dos aspectos avaliados pela União Europeia. Ele ressaltou que o país está disposto a dialogar e a cumprir todas as normas necessárias para manter a parceria comercial.
A exclusão do Brasil da lista de exportadores para a UE gerou preocupação no setor agropecuário, que vê o mercado europeu como estratégico. A expectativa é que, com a aceitação da metodologia de análise, as negociações avancem e o Brasil seja reincluído nos próximos meses.
O assunto foi debatido no Congresso da Abramilho, que reúne produtores de milho e especialistas do agronegócio. A decisão da União Europeia é vista como um passo importante para a retomada das exportações, mas ainda há desafios a serem superados.



