Presidente do Conselho da Copasa renuncia em meio ao processo de privatização da empresa
Presidente do Conselho da Copasa renuncia durante privatização

Renúncia do presidente do conselho da Copasa ocorre durante fase crítica de privatização

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgou oficialmente nesta quinta-feira (12) que Hamilton Amadeo apresentou seu pedido de renúncia ao cargo de presidente do conselho de administração da empresa. A saída do executivo, que estava à frente do colegiado desde 2023, foi comunicada ao mercado financeiro através de um fato relevante, conforme exigências regulatórias.

Trajetória profissional do executivo e contexto atual da Copasa

Engenheiro civil de formação, Hamilton Amadeo possui uma extensa experiência no setor de saneamento. Entre os anos de 2011 e 2020, ele atuou como CEO da Aegea Saneamento, uma das maiores empresas privadas do segmento no Brasil. Sua renúncia ocorre em um momento particularmente sensível para a Copasa, que atualmente enfrenta um processo de privatização em andamento.

No final de 2025, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou um projeto de lei que autoriza o governo estadual a iniciar a desestatização da companhia. Esse movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de reestruturação do setor público no estado.

Comunicação oficial e silêncio da empresa

O comunicado de fato relevante enviado pela Copasa ao mercado foi direto e objetivo:

"A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA MG (B3: CSMG3) ('COMPANHIA' ou 'COPASA'), em atendimento ao disposto na Resolução CVM nº 44/2021, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu do Sr. Hamilton Amadeo, presidente do Conselho de Administração da COMPANHIA, pedido de renúncia como membro desse Conselho, com efeito imediato".

Apesar das tentativas de contato por parte da imprensa, a Copasa não se pronunciou sobre os motivos específicos que levaram à renúncia de Amadeo. Até a última atualização desta reportagem, a empresa mantinha silêncio sobre o assunto, sem oferecer esclarecimentos adicionais ou indicar um possível sucessor para a posição.

Implicações para o futuro da empresa

A saída do presidente do conselho em um período de transição como a privatização levanta questões sobre a estabilidade da governança corporativa da Copasa. Especialistas do setor apontam que mudanças na liderança podem influenciar:

  • A negociação com potenciais investidores privados
  • A continuidade de projetos estratégicos em andamento
  • A confiança do mercado na transição para o modelo privado

A Copasa, que opera serviços essenciais de abastecimento de água e esgotamento sanitário em diversas regiões de Minas Gerais, agora precisa gerenciar essa mudança na alta administração enquanto avança no complexo processo de desestatização.