Água Virou Luxo: Em Cidade com Histórico de Seca, Multas Chegam para Quem Desperdiça
Multa por desperdiçar água chega a R$ 1000 em cidade de SP

Pois é, a situação em Votuporanga não está nada fácil. A prefeitura local, cansada de ver o precioso líquido escorrer ralo abaixo de forma irresponsável, decidiu botar a mão no bolso de quem insiste em desperdiçar. E olha, a multa não é das mais amigáveis.

A partir de agora, fiscais estão nas ruas — e acredite, eles estão de olho. Lavar calçada com mangueira? Ligar e deixar aquele filete de água correndo sem parar? Tudo isso virou motivo para uma autuação que pode fazer um belo estrago no orçamento doméstico. A multa inicial é de R$ 500, mas aqui vai o pulo do gato: em caso de reincidência, o valor dobra. Sim, você leu direito. R$ 1.000.

Uma Cidade Intimamente Ligada ao Fantasma do Racionamento

Votuporanga não é qualquer cidade. Ela carrega nas veias — ou melhor, nos canos — a memória de um passado recente de seca e desabastecimento. Quem viveu aqueles dias sombrios de torneira seca e rodízio forçado sabe que água não é brincadeira. É uma questão de sobrevivência.

O prefeito Jorge Seba (PL) foi direto ao ponto: a medida não é para arrecadar, mas para educar. "A gente não quer multar ninguém, a gente quer conscientizar", disse ele, com um tom de quem já tentou de tudo. Mas, convenhamos, quando a conversa amigável não cola, sometimes você precisa falar a língua que todo mundo entende: a do bolso.

Como a Fiscalização Vai Funcionar na Prática?

Nada de tecnologia de ponta ou drones espiões. A estratégia é old school e humana. Denúncias feitas pela população através do número 156 serão apuradas. Além disso, os fiscais da Secretaria de Meio Ambiente farão rondas periódicas pela cidade. Eles não vão bater na sua porta, mas podem muito bem anotar a placa do carro que você está lavando sem parar ou a calçada encharcada em plena tarde de semana.

O processo é simples: notificação primeiro, multa depois. Mas a reincidência? Ah, aí a coisa fica séria. A prefeitura espera que, com o tempo, a própria comunidade se torne a maior fiscal de si mesma. Afinal, num lugar que já passou sufoco, ninguém quer voltar para os tempos de balde no chuveiro.

No fim das contas, a mensagem é clara: água é um bem finito, um patrimônio de todos. Em Votuporanga, eles aprenderam isso da maneira mais difícil. Agora, a lição vem com um preço — literalmente.