Paulo Saldanha, ex-deputado e ex-conselheiro do TCE-MS, morre aos 84 anos em Ponta Porã
O ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Paulo Saldanha, faleceu aos 84 anos neste sábado (7), na cidade de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. A notícia marca o fim de uma trajetória extensa e influente na vida pública e política da região, com cerimônias fúnebres programadas para este domingo (8).
Detalhes do velório e sepultamento
O velório de Paulo Saldanha será realizado a partir das 8h deste domingo, na Câmara Municipal de Ponta Porã, local que simboliza sua ligação com a administração pública. O sepultamento está agendado para as 16h do mesmo dia, encerrando as homenagens a uma figura que dedicou décadas ao serviço do estado.
Trajetória política e profissional
Paulo Roberto Capiberibe Saldanha, natural de Ponta Porã, nasceu em 24 de janeiro de 1942. Sua carreira foi multifacetada, incluindo atuações como advogado, empresário e professor. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná em 1969 e complementou seus estudos com um curso na prestigiada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em 1967.
Na esfera política, ele foi eleito deputado estadual por dois mandatos consecutivos pela Arena, partido da época. Seu primeiro mandato, em 1974, foi para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, antes da divisão do estado. Em 1978, foi eleito para a primeira legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, após a criação do novo estado.
- Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e comandou a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso entre 1977 e 1979.
- Renunciou em dezembro de 1978 para assumir como deputado constituinte no parlamento sul-mato-grossense.
- Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, atuou como vice-presidente da Comissão Constitucional e presidente da Comissão de Constituição e Justiça.
Atuação no Tribunal de Contas do Estado
Com a criação do TCE-MS em março de 1980, Paulo Saldanha foi nomeado para compor o primeiro conselho deliberativo do órgão, deixando a atividade parlamentar. No tribunal, ele participou ativamente da elaboração do regimento interno e exerceu diversos cargos de liderança, incluindo vice-presidente, presidente e corregedor em diferentes períodos. Sua aposentadoria do TCE ocorreu em janeiro de 2012, após mais de três décadas de dedicação ao controle das contas públicas.
Seu legado inclui uma presença marcante na história política de Mato Grosso do Sul, desde os tempos da divisão territorial até os dias atuais, com contribuições significativas para a estruturação do poder legislativo e do sistema de fiscalização estadual.