Lilia Teles: a repórter que virou símbolo de sorte no Carnaval carioca
A repórter Lilia Teles se transformou em um verdadeiro símbolo de sorte no Carnaval carioca, após acompanhar a apuração em diversas escolas de samba campeãs nos últimos anos. Em entrevista ao podcast Isso é Fantástico em julho passado, a jornalista brincou sobre sua fama crescente. "Eu não sei o que foi que aconteceu lá no céu que me deixou nessa história", disse ela, completando com humor: "Eu caio lá e a escola ganha".
Uma coincidência impressionante
Neste ano, a tradição se manteve: Lilia estava na quadra da Unidos do Viradouro na quarta-feira, 18 de fevereiro, quando a escola foi eleita campeã do Carnaval carioca de 2026. "É muito impressionante isso e é muito engraçado, porque eu virei meme nessa história", confessou a repórter ao podcast. A fama de pé quente correu rapidamente pelas agremiações, tornando-a uma figura querida nas comunidades das escolas de samba.
Os repórteres são geralmente enviados para as quadras de todas as escolas do grupo especial durante a apuração, com os profissionais mais experientes indo para aquelas com maiores chances de vitória. No entanto, o caso de Lilia Teles se destaca por sua consistência notável.
Cinco anos de campeãs consecutivas
Nos últimos cinco anos, a jornalista participou da cobertura nas quadras de todas as escolas campeãs do Rio de Janeiro:
- Viradouro (2026)
- Beija-Flor (2025)
- Viradouro (2024)
- Imperatriz Leopoldinense (2023)
- Grande Rio (2022)
Além dessas apurações recentes, ela estima ter participado de aproximadamente outras dez coberturas em quadras de escolas campeãs ao longo de sua carreira. "Quando me veem no dia da apuração, ficam muito felizes mesmo", detalhou Lilia, destacando o carinho que recebe das comunidades.
Humildade diante da fama
Após a vitória da Viradouro, Lilia comentou na quadra da escola sobre sua reputação de sorte. "Agora são cinco escolas seguidas. Já ganhei, sei lá, em umas quinze, não sei", disse ela, demonstrando modéstia. "Mas eu fico feliz porque eu chego aqui e fico emocionada com a emoção das pessoas. É um trabalho muito duro delas, de um ano inteiro, pra chegar até aqui".
A repórter enfatizou que o mérito é todo dos integrantes das escolas: "Agora não dá pra dizer que trago sorte. É muito trabalho dos integrantes da escola, isso, sim. Só acontece uma coincidência de eu estar na quadra". Sua postura humilde contrasta com a aura quase mística que a envolve no mundo do Carnaval carioca, onde cada detalhe é visto como um presságio.
Essa história curiosa mostra como elementos inesperados podem se tornar parte do folclore de uma das maiores festas populares do Brasil, misturando jornalismo, tradição e um toque de magia que encanta tanto profissionais quanto foliões.