Caso de família desaparecida no RS: polícia pede prisão de PM suspeito após rastreamento de celular
Família desaparecida no RS: prisão de PM suspeito após rastreamento

Caso de família desaparecida no RS: polícia pede prisão de PM suspeito após rastreamento de celular

A investigação sobre o desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, no Rio Grande do Sul, ganhou novos contornos com a prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana. A Polícia Civil fundamentou o pedido com base em evidências como o rastreamento de celulares e a posse de chaves da residência dos idosos, elementos que apontam para a suspeita de envolvimento do PM no caso.

Rastreamento de celulares e movimentação suspeita

Através da quebra do sigilo telefônico, os investigadores conseguiram confirmar que uma antena captou o sinal do celular de Cristiano na mesma região onde estava localizado o telefone de Silvana após o desaparecimento. Essa coincidência geográfica foi um dos principais motivos que embasaram o pedido de prisão temporária, conforme apurado pela reportagem, embora a Polícia Civil não tenha confirmado oficialmente todos os detalhes.

Além disso, testemunhas relataram que é improvável que o casal de idosos tenha entregado as chaves de sua casa e mercado para Cristiano, reforçando as suspeitas. A polícia também possui uma imagem que mostra o ex-marido de Silvana ao lado de Isail no fim de semana em que os três desapareceram, aumentando as interrogações sobre seu papel nos eventos.

Linha do tempo da investigação

O caso começou a se desenhar em janeiro, quando Silvana foi vista pela última vez no dia 24. Uma publicação em suas redes sociais alegava um acidente em Gramado, mas a polícia posteriormente descobriu que o incidente nunca ocorreu, sugerindo uma tentativa de despistar o desaparecimento. No dia seguinte, os pais de Silvana saíram para procurá-la e foram vistos entrando em um carro não identificado, sem retorno desde então.

As investigações formais iniciaram em 27 e 28 de janeiro, com o registro das ocorrências de desaparecimento. Em fevereiro, a perícia coletou material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa, que foram confirmados como humanos e encaminhados para análise genética. No dia 7 de fevereiro, o celular de Silvana foi localizado escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais, após uma denúncia anônima.

Defesa do suspeito e desdobramentos recentes

O advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, já teve acesso aos autos do processo e afirma que seu cliente é inocente, contestando as acusações. Nesta quinta-feira (19), a polícia ouviu novamente a atual esposa do suspeito, em um depoimento que durou cerca de três horas, buscando mais informações sobre o caso.

A prisão temporária de Cristiano tem um prazo máximo de 30 dias, durante o qual a investigação continuará a ser aprofundada. Em nota, a Brigada Militar informou que o policial será afastado do serviço policial, com a Corregedoria-Geral da corporação acompanhando de perto os desdobramentos.

Contexto familiar e apelo por respostas

Silvana é filha única do casal e morava na mesma região dos pais, trabalhando como vendedora de cosméticos e auxiliando no pequeno mercado da família, que funcionava junto à residência. Isail e Dalmira são descritos por parentes e vizinhos como pessoas queridas e tranquilas, com um bom relacionamento com a filha, o que torna o desaparecimento ainda mais preocupante.

O caso tem mobilizado a comunidade de Cachoeirinha, com familiares e amigos realizando protestos e caminhadas pedindo uma solução rápida. Enquanto isso, o filho de Silvana foi encaminhado para a casa dos avós paternos, aguardando esclarecimentos sobre o destino de sua mãe e avós.