Comunidade se une para garantir futuro de gatos após perda de protetora em Belém
Após a morte da protetora de animais Ana Cristina Matos, ocorrida no dia 14 de fevereiro, uma onda de solidariedade tomou conta do bairro do Marco, em Belém. Familiares, vizinhos e grupos dedicados ao cuidado de animais se mobilizaram intensamente para encontrar novos lares para os aproximadamente 30 a 40 gatos que viviam sob os cuidados da falecida.
Legado de cuidado e abrigo
De acordo com Maria Luiza Matos, sobrinha de Ana Cristina, a tia transformava sua residência em um verdadeiro santuário para felinos. "Ela fazia da casa dela uma espécie de abrigo, porque resgatava, cuidava e, quando havia interessados, doava. Muitos, porém, continuavam com ela", explicou Maria Luiza. Desde o falecimento, ela e um amigo veterinário têm assumido temporariamente a responsabilidade pela alimentação, cuidados médicos e limpeza do local onde os animais estão abrigados.
Campanha de adoção responsável ganha força
A ação para encontrar novos tutores para os felinos mobilizou não apenas a família, mas também vizinhos, coletivos e abrigos da região, que se uniram para ampliar a divulgação. Nas redes sociais, fotos dos gatos disponíveis para adoção estão sendo compartilhadas amplamente, com o objetivo de alcançar potenciais adotantes comprometidos. O veterinário parceiro da iniciativa se comprometeu a oferecer suporte na castração para aqueles que realizarem uma adoção responsável, garantindo assim o bem-estar a longo prazo dos animais.
Maria Luiza enfatizou a importância dessa abordagem: "A gente está fazendo esse trabalho para tentar dar um lar realmente responsável, uma adoção responsável, para que eles tenham a melhor destinação possível. Nesse momento, essa é a nossa única preocupação: que eles possam ser cuidados".
Como participar e ajudar
Interessados em adotar um dos gatos podem entrar em contato diretamente pelas redes sociais de Maria Luiza Matos ou de Luís Arthur, o veterinário que apoia a campanha. Os voluntários reforçam que o objetivo principal é assegurar que cada felino encontre um lar seguro, afetuoso e permanente, evitando futuros abandonos. A mobilização exemplifica como tragédias pessoais podem inspirar ações coletivas em prol do bem-estar animal, destacando a importância da comunidade na proteção dos mais vulneráveis.