Mutirão do INSS atende 15 mil pessoas em 13 estados para reduzir fila de perícias
Mutirão do INSS em 13 estados reduz espera por perícias médicas

Mutirão do INSS acelera atendimentos em 13 estados até este domingo

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está realizando, até este domingo (22), o segundo mutirão de 2026 com o objetivo principal de reduzir significativamente a extensa fila de espera por perícias médicas e avaliações de benefícios. A iniciativa, que abrange as cinco regiões do país, tem capacidade para atender 15 mil pessoas já agendadas, focando em pedidos de auxílio por incapacidade e da Prestação Continuada (BPC).

Espera reduzida pela metade para segurados

Mircea Maria de Morais, diarista que trabalhou por anos como empregada doméstica, enfrenta problemas graves na coluna desde o final de 2025, com lesões na cervical, lombar e torácica. "Não consigo mais trabalhar e quero dar entrada no auxílio incapacidade", relata. Inicialmente, ela esperaria pelo menos seis meses pela perícia, mas o mutirão cortou esse tempo pela metade, oferecendo uma análise mais rápida.

Artur de Paula Ferreira, coordenador de mutirões da gerência de Goiânia do INSS, explica: "A intenção dos mutirões é garantir que esse tempo diminua. É nosso projeto trazer essas perícias de dois, três meses para frente, para que o segurado consiga ter sua análise agora". A ação ocorre em 13 estados, com destaque para Goiás, Paraná, Pará, Ceará e São Paulo, que concentram o maior volume de atendimentos.

Cancelamento em Mato Grosso do Sul e desafios logísticos

Em Mato Grosso do Sul, o mutirão foi cancelado devido a ajustes na agenda da Perícia Médica Federal, conforme informado pelo INSS. Enquanto isso, o Ministério da Previdência Social revela que mais de 3 milhões de pedidos aguardam análise em todo o Brasil. O acúmulo aumentou em janeiro, quando todos os canais digitais do INSS ficaram inoperantes por cinco dias durante uma manutenção do sistema previdenciário.

José Lopes Chagas, autônomo que sofreu um acidente de moto no interior da Paraíba, aguarda há cinco meses por uma perícia. "Não tenho renda, dependo do meu trabalho. Fico à mercê do INSS esperando essa ajuda", desabafa. Em Fortaleza, uma agência ficou lotada, e Socorro Quintino Pedrosa acompanhou uma amiga cadeirante cujo benefício estava bloqueado há cinco meses por falta de perícia. "Viemos aqui, foi agendado para outra cidade, mas como ela não pode ir, remanejaram. Na sexta (20), mandaram a documentação para vir sábado (21), incluída no mutirão", conta a aposentada.

Impacto social e necessidade contínua

Este mutirão representa um esforço do governo para enfrentar a crise de espera no INSS, beneficiando milhares de segurados que dependem desses recursos para sobreviver. A redução do tempo de análise de meses para semanas é um avanço, mas especialistas alertam para a necessidade de soluções permanentes, dada a magnitude da fila nacional. A ação reforça o compromisso de levar serviços previdenciários diretamente à população, especialmente em regiões com maior demanda.