Harpia gigante é flagrada em estado de alerta no Pantanal de Mato Grosso do Sul
Uma harpia, considerada a maior águia do planeta, foi registrada no fim de janeiro em uma área de floresta próxima a Corumbá, no Maciço do Urucum, localizado no Pantanal sul-mato-grossense. O flagrante foi realizado pelo biólogo e ornitólogo Lucas Morgado, que encontrou a ave em um estado de alerta evidente, com as penas da cabeça levantadas, um comportamento que indica atenção diante de possíveis ameaças no ambiente.
Encontro emocionante e marcante para pesquisador
Segundo Lucas Morgado, o encontro foi profundamente emocionante e marcante. "Eu fiquei muito emocionado, pois encontrar esse animal é o sonho de qualquer apaixonado por aves. Sou biólogo ornitólogo e essa foi a primeira vez que vi a harpia. Foi realmente mágico", relatou o pesquisador. Ele destacou que, além do valor científico, o momento ficará guardado na memória como uma cena única e inesquecível.
Espécie quase ameaçada de extinção e rara no Pantanal
A harpia é classificada como "quase ameaçada" de extinção na lista nacional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Registros da espécie no Pantanal são extremamente raros, conforme explicou o biólogo. "Se não me engano, foi um dos primeiros registros de harpia aqui na região do Pantanal. É muito difícil encontrar essa espécie por aqui. Ela é mais comum na Amazônia", afirmou Morgado.
Porte imponente e hábitos da ave de rapina
Lucas Morgado descreveu o porte do animal como enorme e imponente, com as aves da floresta literalmente se calando quando percebem a presença da harpia. A espécie é considerada a ave de rapina mais forte do mundo, possuindo garras que podem alcançar o tamanho de garras de urso. A harpia ocorre principalmente em áreas de floresta preservada e depende de grandes extensões de mata para sobreviver, já que se alimenta principalmente de mamíferos arborícolas, como preguiças e macacos.
Contexto ambiental e importância do registro
O avistamento ocorreu em uma área de floresta no Maciço do Urucum, região que também possui atividade de mineração nas redondezas. Este registro reforça a importância da conservação de habitats preservados para a sobrevivência de espécies ameaçadas como a harpia. Para o biólogo, o momento simboliza não apenas uma conquista pessoal, mas também um alerta para a necessidade de proteger esses ecossistemas únicos no Brasil.