Segundo filho de secretário de Itumbiara morre após ataque do pai que se suicidou
Segundo filho de secretário morre após ataque do pai em Itumbiara

Tragédia familiar em Goiás: segundo filho de secretário municipal morre após ataque do pai

Benício Araújo Machado, de apenas 8 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, após ser baleado pelo próprio pai, Thales Machado, secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara. A informação foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil de Goiás, encerrando um drama familiar que chocou a cidade goiana.

Sequência trágica de violência doméstica

O garoto estava internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva desde a madrugada de quarta-feira, 12 de fevereiro, quando seu pai disparou contra ele e contra o irmão mais velho, Miguel, de 12 anos. O adolescente não resistiu aos ferimentos e faleceu no local do crime. Após atirar nos dois filhos, Thales Machado tirou a própria vida, completando uma tragédia familiar que deixou a comunidade em luto.

Inicialmente, a polícia havia divulgado que ambos os filhos haviam falecido no momento do crime, mas a informação foi corrigida pela prefeitura municipal nesta sexta-feira, quando Benício não resistiu mais aos graves ferimentos. A Polícia Civil informou que investiga o caso como homicídio consumado e homicídio tentado, descartando completamente a participação de outras pessoas no crime.

Crise conjugal como principal linha investigativa

A principal linha de apuração das autoridades policiais aponta para uma suposta crise conjugal entre Thales Machado e sua esposa, Sara Araújo, filha do prefeito Dione Araújo (União Brasil). O casal era casado há quinze anos e, segundo fontes da investigação, problemas no relacionamento teriam desencadeado a tragédia.

Moments antes dos crimes, Thales Machado fez uma publicação em rede social - posteriormente apagada - na qual detalhava problemas conjugais. Na mensagem, em tom de despedida, ele afirmava que a "mulher saiu de Itumbiara para encontrar uma pessoa em São Paulo" e mencionava "desconfiança" no relacionamento. Ele ainda escreveu: "todos sabem como sou intenso e verdadeiro e não iria conseguir viver mais com essas lembranças".

No final da publicação, que foi apagada posteriormente - fato que será investigado pela polícia -, Machado afirmou ter partido com seus meninos "que agora são anjos" e pediu perdão pelos crimes cometidos. Em outro trecho, ele disse: "Sei que não tem perdão mas foi o que sobrou nesse dia infeliz dos meus 40 anos".

Mãe não estava presente durante o crime

Sara Araújo, mãe das crianças, não estava em casa no momento em que o marido disparou contra os filhos. A ausência da mãe durante o ataque violento adiciona mais uma camada de dor à já complexa tragédia familiar que envolve figuras públicas da administração municipal.

O enterro de Miguel, o filho mais velho, ocorreu no final da tarde de quinta-feira no Cemitério Avenida da Saudade, em Itumbiara. Amigos e familiares prestaram emocionadas homenagens ao menino de 12 anos, com colegas usando camisetas com os dizeres "Miguel eterno" em demonstração de carinho e saudade.

Impacto na comunidade e investigações em andamento

A tragédia abalou profundamente a comunidade de Itumbiara, cidade localizada no sul goiano, onde Thales Machado ocupava cargo de secretário de Governo na administração municipal. A conexão familiar com o prefeito Dione Araújo, cuja filha era esposa de Machado, adiciona dimensões políticas e sociais ao caso que segue sob investigação.

A Polícia Civil continua apurando todos os detalhes do crime, incluindo a análise da publicação feita por Thales Machado nas redes sociais, as circunstâncias que levaram à suposta crise conjugal, e quem teria apagado a mensagem deixada pelo secretário momentos antes da tragédia. As autoridades buscam compreender completamente os motivos que levaram um pai a cometer tamanha violência contra seus próprios filhos antes de tirar a própria vida.

O caso serve como triste lembrete das consequências devastadoras que crises familiares não resolvidas podem gerar, especialmente quando envolvem acesso a armas de fogo e situações de extremo desespero emocional. A comunidade de Itumbiara agora enfrenta o desafio de lidar com o luto coletivo enquanto tenta compreender como uma família aparentemente estabelecida pode ter chegado a um desfecho tão trágico.