Três homens são investigados por gravar e divulgar vídeo íntimo sem consentimento em Caseara, TO
Investigação por vídeo íntimo sem consentimento em Caseara, TO

Três homens são investigados por gravar e divulgar vídeo íntimo sem consentimento em Caseara, TO

A Polícia Civil do Tocantins está investigando três homens por suspeita de gravar e divulgar um vídeo íntimo de uma mulher sem o seu consentimento. O caso foi registrado nesta sexta-feira (13) em Caseara, localizada na região oeste do estado, após um amigo da vítima descobrir que o conteúdo estava sendo compartilhado em grupos de mensagens.

Detalhes do caso e envolvimento do parceiro

Segundo informações da polícia, a mulher procurou a 54ª Delegacia de Polícia e relatou que não sabia que estava sendo gravada. As imagens foram feitas por terceiros através da janela do quarto onde ela estava na casa do parceiro. O parceiro da vítima também foi incluído no inquérito, pois o delegado José Lucas Melo, responsável pela investigação, afirmou que o conteúdo mostra que ele percebeu a gravação, mas não a interrompeu. Além disso, a investigação apontou que ele foi um dos responsáveis por compartilhar o vídeo na internet.

Identificação dos suspeitos e possíveis penas

Os suspeitos foram identificados poucas horas após a ocorrência e devem responder pelos crimes de registro não autorizado da intimidade sexual e divulgação de cena íntima. O delegado José Lucas Melo destacou que, somadas, as penas podem chegar a 11 anos de reclusão. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Estadual do Tocantins (MPE-TO) após a conclusão das investigações.

Alerta da polícia para vítimas e receptores

O delegado José Lucas emitiu um alerta urgente, orientando que a vítima deve buscar apoio policial imediatamente ao tomar conhecimento do crime. Ele enfatizou que, ao perceber que alguma imagem ou vídeo íntimo está sendo compartilhado, é essencial procurar a delegacia mais próxima com o material e informações disponíveis para que medidas sejam adotadas rapidamente. O alerta também se estende a quem recebe o conteúdo ilegal: a pessoa que recebe em seu celular um arquivo desta natureza deve comunicar as autoridades imediatamente e evitar o repasse, pois também estará cometendo o crime. Conforme o artigo 218-C do Código Penal, a divulgação desse tipo de material tem pena máxima de 10 anos de reclusão.

Contexto e importância do caso

Este caso destaca a gravidade dos crimes digitais e a necessidade de conscientização sobre a proteção da intimidade. A rápida ação da Polícia Civil em identificar os suspeitos reforça o compromisso com a justiça e a segurança pública no Tocantins. A população é incentivada a denunciar qualquer situação semelhante para combater a violência contra vulneráveis e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados.